Whatever’s Clever! soa como Charlie Puth trocando o espelho do camarim por uma janela aberta num iate imaginário dos anos 80. Ele pega o perfeccionismo cirúrgico que sempre teve e finalmente usa isso para fazer um disco com cara de vida vivida, não de laboratório de TikTok.
As críticas têm destacado justamente essa virada: menos pose, mais verdade, com arranjos quentes, metais macios, cordas elegantes e um flerte descarado com yacht rock, white soul e pop adulto. Tem momentos em que o álbum parece Hall & Oates tomando café com Toto, mas sem virar cosplay retrô. Quando funciona, é o trabalho mais coeso e simpático da carreira dele; quando escorrega, ainda passa longe do piloto automático plastificado de fases anteriores.
É um disco de maturidade, paternidade e autoconsciência, com charme de “pai cool” que descobriu que não precisa mais provar nada para ninguém.
• É o quarto álbum de estúdio de Charlie Puth e foi lançado em 27 de março de 2026 pela Atlantic.
• O disco foi anunciado em outubro de 2025 junto com o single “Changes” e com a notícia de que Puth seria pai.
• Charlie descreveu o som do álbum como “Yacht Rock 2026”, assumindo sem vergonha a estética de “dad music”.
• A fase pessoal pesou diretamente no disco: o nascimento do filho Jude aconteceu poucos dias antes do lançamento do álbum.
• “Home” trouxe Hikaru Utada para o universo de Puth, ampliando a paleta do álbum para além do pop americano convencional.
• “Cry” saiu antes do Super Bowl LX, aproveitando o momento em que Puth cantou o hino nacional no evento.
• O álbum nasceu depois das residências de Charlie no Blue Note, o que ajuda a explicar a presença maior de jazz, metais e arranjos mais orgânicos.
• Jeff Goldblum participa de “Until It Happens to You”, reforçando o lado teatral e meio excêntrico do projeto.
• Michael McDonald e Kenny Loggins aparecem em “Love in Exile”, praticamente carimbando o passaporte oficial do disco para a costa ensolarada do yacht rock.
• Houve também uma edição física com faixa bônus, “Reply to This”, vendida separadamente na loja oficial.
Charlie Puth – voz, teclados, programação
Pastor Funk – baixo
Stanley Rudolph – bateria
Curt Chambers, Sophie Giuliani – guitarra
Leddie Garcia – percussão
BloodPop – programação
Músicos adicionais
Ashley Morgan, David Lee, Eric Copeland II, LaKesha Nugent, Rachel Gonzalez, Revel Day, Ronald O’Hannon, Whitney Wood – vocais de coro
Steve Hackman – liderança e gestão de orquestra
Brad Ritchie, Thanh Tran – orquestração
Jeff Driskill, Kenny G – saxofone
Ido Meshulam – trombone
Rob Schaer, Wayne Bergeron – trompete
Katie Sloan, Adam Millstein, Ji Young An, Kerenza Peacock, Mark Robertson, Maya Magub, Michael Siess, Misha Vayman, Radu Pieptea, Sara Parkins, Stephanie Yu – violino
Carolyn Riley, Corinne Sobolewski, Drew Forde, Emily Williams – viola
Ben Lash, Christopher Ahn, Juan-Salvador Carrasco, Joy Payton-Stevens, Mia Barcia Colombo – violoncelo
William Nathan Farrington – contrabaixo
Ravyn Lenae, Hikaru Utada, Jeff Goldblum – participações vocais