Billy Joel - The Bridge

The Bridge

10º álbum de estúdio​

Era

Pontes e Transições (1986)

6.5

Nota média
de sites de crítica

A travessia auditiva de Joel

O décimo disco do Joel é um híbrido curioso entre baladas refinadas e grooves modernos dos anos 80, com pitadas de jazz em “Big Man on Mulberry Street” e colaborações icônicas como Ray Charles em “Baby Grand” e Steve Winwood em “Getting Closer”. As influências da new wave aparecem em “Running on Ice”, que lembra The Police, e o rock energético de “Modern Woman” remete a Huey Lewis & the News.

Apesar do talento gigante de Joel, há uma certa sensação de dispersão – o cara estava recém-casado e com filha, o que traz uma aura de transição pessoal ao disco. Ainda assim, em meio a altos e baixos, o álbum exibe faixas marcantes com arranjos pensados e convidados especiais. Mesmo com críticas mistas, “The Bridge” é uma ponte (literal e figurativa) entre eras: celebrou casamentos e papéis paternos, mas também sinalizou o fim de uma era próspera – o resultado é um álbum elegante, se não perfeito, mas definitivamente pessoal.

Destaques

3 – A Matter of Trust
4 – Modern Woman
2 – This Is the Time

Menos ouvidas

7 – Temptation
8 – Code of Silence

Fatos interessantes

• Foi o último disco de Joel produzido por Phil Ramone e com o logo Family Productions.

• Ray Charles participa de “Baby Grand” – um encontro histórico entre titãs.

• Steve Winwood toca órgão em “Getting Closer”.

• “Big Man on Mulberry Street” ganhou versão estendida e entrou num episódio de Moonlighting.

• A faixa “Code of Silence” é coescrita e com backing vocals de Cyndi Lauper.

• A divulgação incluiu uma turnê de 151 shows, incluindo apresentações inéditas na União Soviética.

• Apesar de ter hits, o álbum costumou ser visto como abaixo de seus predecessores.

• Joel disse que lançaria o álbum rápido por pressão da gravadora, o que o deixou insatisfeito .

Produção

Phil Ramone

Mudança de line

Saída de Doug Stegmeyer (baixista de longa data) e Russell Javors (guitarrista rítmico) – este foi o último álbum com ambos.

Formação

Billy Joel – voz, piano acústico, sintetizadores, guitarra elétrica, Fender Rhodes
David Brown, Russell Javors – guitarras
Doug Stegmeyer – baixo elétrico
Liberty DeVitto – bateria, percussão
Mark Rivera – sax tenor, sax alto

Músicos adicionais
Rob Mounsey – sintetizador, orquestração
Jeff Bova – sintetizador, orquestração
Ray Charles – piano acústico, vocal (faixa 5)
Steve Winwood – órgão Hammond B3 (faixa 9)
Dean Parks, John McCurry – guitarras adicionais
Neil Stubenhaus, Ron Carter, Neil Jason – baixos adicionais
Vinnie Colaiuta – bateria adicional
Jimmy Bralower – percussão
Eddie Daniels, Michael Brecker, Ronnie Cuber, Dave Bargeron, Marvin Stamm, Alan Rubin – metais diversos
Don Brooks – harmônica
Philippe Saisse – orquestração
Peter Hewlett, Cyndi Lauper – vocais de apoio

Se gostou, também vai gostar de...

Elton John - Too Low for Zero
Pop

Elton John – Too Low for Zero

Pop rock vibrante com sintetizadores, retorno da formação clássica e hits marcantes — o álbum que ressuscitou o Elton John dos anos 80.

Oasis - Heathen Chemistry
Pop Rock

Oasis – Heathen Chemistry

Heathen Chemistry mistura o familiar e o novo, com Oasis explorando composições colaborativas e retornando a uma sonoridade mais direta.​

Elton John - Honky Château
Pop

Elton John – Honky Château

Elton John renova sua sonoridade: banda ao vivo, hits como “Rocket Man” e “Honky Cat”, mistura de rock, pop, country e lirismo urbano.

Outros álbuns do mesmo ano

Ramones - Animal Boy
Punk

Ramones – Animal Boy

Punk cru misturado a teclados e política: álbum ousado, experimental e polarizador na carreira dos Ramones.

Queen - Live at Wembley '86
Ao Vivo

Queen – Live at Wembley ’86

Queen em sua melhor forma ao vivo, com performances eletrizantes e uma plateia em êxtase no lendário show de Wembley em 1986.

Depeche Mode - Black Celebration
Pós-punk

Depeche Mode – Black Celebration

Encerrando a “Trilogia de Berlim”, este álbum mergulha em sons industriais e letras sombrias, redefinindo o synth-pop da banda.