Candlemass - The Door to Doom

The Door to Doom

12º álbum de estúdio​

Era

Retorno às Origens & Maturidade (2018–presente)

8.5

Nota média
de sites de crítica

Retorno ao Portão do Doom

O álbum soa como uma ponte entre o passado e o presente do Candlemass: riffs pesados, atmosfera densa, e aquela aura épica que define o epic doom, mas com uma produção moderna que dá clareza aos instrumentos sem perder o peso. Längqvist traz sua voz madura, às vezes rouca, evocativa, menos teatral do que o estilo clássico, mas muito eficaz.

Faixas como Astorolus – The Great Octopus destacam-se pela grandiosidade: andamento lento, tensão crescente, solo de guitarra marcante, quase cinematográfico. Há variação de ritmo — algumas músicas mais cadenciadas, outras mid-tempo — o que ajuda a manter o ouvinte envolvido. A inclusão de uma balada (Bridge of the Blind) adiciona contraste, alívio emocional num álbum com temática bastante sombria.

Comparado a trabalhos anteriores recentes, este álbum parece mais focado, menos experimental desnecessariamente, mais consciente da identidade da banda. Não é um retorno para reinventar, mas para reafirmar: Candlemass reafirma seu lugar no epic doom, sem falsos ornamentos.

Destaques

3 – Astorolus – The Great Octopus
1 – Splendor Demon Majesty
8 – The Omega Circle

Menos ouvidas

7 – House of Doom
6 – Black Trinity

Fatos interessantes

• É o primeiro álbum de estúdio da banda desde 2012, marcando um ou­cioso interregno de sete anos.

• Johan Längqvist retorna como vocalista desde 1986, seu último álbum na banda foi Epicus Doomicus Metallicus.

• Tony Iommi faz participação especial com solo de guitarra em uma música, adicionando prestígio e conexão direta com as raízes do doom.

• Há uma balada (Bridge of the Blind) que sai do peso típico da banda, oferecendo um momento mais introspectivo.

• Produção moderna que equilibra claridade com densidade sonora — os riffs soam monstruosos sem se perderem no mix.

• O álbum mantém fidelidade ao estilo clássico, evitando se perder em experimentações que poderiam afastar fãs antigos.

• Muitos consideram este álbum um dos melhores da fase recente da banda.

• A atmosfera geral evoca temas de pesar, misticismo e grandiosidade — apropriado para o gênero epic doom.

Produção

Marcus Jidell

Mudança de line

Depois de um hiato de sete anos sem álbum de estúdio (Psalms for the Dead), a banda voltou com muitas expectativas. O vocalista Robert Lowe saiu, e Johan Längqvist retorna ao posto de vocalista de estúdio, pela primeira vez desde o álbum de estreia (Epicus Doomicus Metallicus) em 1986. A formação instrumental clássica permanece com Björkman, Johansson, Edling e Lindh.

Formação

Johan Längqvist – vocal principal
Mats “Mappe” Björkman – guitarra rítmica
Lars Johansson – guitarra solo
Leif Edling – baixo elétrico
Jan Lindh – bateria

Se gostou, também vai gostar de...

Owls Over Oaks - O.O.O.
Doom metal

Owls Over Oaks – O.O.O.

Drone doom ritualístico e monolítico: baixos cavernosos, bateria opressiva e vocais guturais em três faixas que testam a paciência e recompensam a imersão.

Black Sabbath - Master of Reality
Doom metal

Black Sabbath – Master of Reality

Marco do doom metal, com riffs pesados e uma sonoridade densa. Suas letras abordam temas sombrios e apocalípticos, marcando a evolução do Black Sabbath para um estilo mais introspectivo e visceral.

Outros álbuns do mesmo ano

Mika - My Name Is Michael Holbrook
Glam pop

Mika – My Name Is Michael Holbrook

Pop vibrante e íntimo com refrães cativantes, letras sobre amor e identidade, produção sofisticada: Mika em sua fase mais pessoal.

Bruce Springsteen - Western Stars
Country

Bruce Springsteen – Western Stars

Western Stars é uma homenagem à música do sul californiano dos anos 70, com arranjos orquestrais e letras sobre temas americanos, como estradas, desertos e esperança.