Sting - The Soul Cages

The Soul Cages

3º álbum de estúdio​

Era

Substrato Emocional (1991–1993)

8.0

Nota média
de sites de crítica

Navegando memórias do pai

Uma viagem sonora que mergulha no luto e na memória, The Soul Cages soa como uma carta melancólica à figura paterna — um veludo sombrio que se abre em momentos vívidos de fogo e água. Imagine Sting flutuando entre melodias marítimas, ecos de cornamusa e saxofones líricos, enquanto busca redenção nas ondas de suas lembranças.

O álbum encontra beleza no sofrimento, como se cada faixa fosse um remo arranhando a superfície de uma alma em transe — “All This Time” soa como um pop jazz funeral vestido de groove soul, enquanto “When The Angels Fall” equilibra redenção e nostalgia com uma suavidade que aquece o coração. É o Sting mais humano e lírico, conduzido por temas de mar, fé e saudade — um disco que emerge do íntimo para tocar profundidades universais.

Destaques

3 – Mad About You
2 – All This Time
5 – Why Should I Cry for You? – Radio Mix

Menos ouvidas

4 – Jeremiah Blues (Part 1)
7 – The Wild Wild Sea

Fatos interessantes

• É um álbum-conceito centrado na morte do pai de Sting e na superação do bloqueio criativo que se seguiu.

• A primeira música escrita foi “Why Should I Cry for You?”, que desbloqueou o fluxo criativo do álbum.

• A paisagem sonora é pontuada por cornamusa do Northumberland e uma paleta sonora mais folk/celta, afastando-se de influências world music comuns na carreira de Sting.

• A faixa-título “The Soul Cages” foi a primeira canção a vencer o Grammy de Melhor Canção de Rock em 1992.

• Foi o único álbum solo de Sting, até 2010, a não mostrar seu rosto na capa frontal.

• Teve contribuição visual do artista Steven Campbell na capa e ilustrações internas.

• Lançou quatro singles: “All This Time”, “Mad About You”, “Why Should I Cry for You?” e “The Soul Cages”.

• Teve edição expandida lançada em 2021 com remixes, versões estendidas e canções em italiano e espanhol.

• Inspirou o musical The Last Ship, baseado em sua temática marítima e emocional.

• Em 1991, Sting gravou o álbum ao vivo Acoustic Live in Newcastle, incluindo faixas do disco em sua cidade natal.

Produção

Hugh Padgham, Sting

Mudança de line

Em comparação com o álbum anterior (Nothing Like the Sun, 1988), houve profundos desenvolvimentos: Sting continuou com seus colaboradores habituais (como Kenny Kirkland, Manu Katché), mas a entrada marcante de Dominic Miller e Kathryn Tickell enriqueceu o som com guitarras expressivas e um toque folk tradicional. Essas adições trouxeram densidade melódica e um clima emocional mais terreno e pessoal.

Formação

Sting – voz, baixo, Synclavier, mandolina, arranjos
Dominic Miller – guitarra(s)
Kenny Kirkland – teclados
David Sancious – teclados
Manu Katché – bateria
Branford Marsalis – saxofones
Paola Paparelle – oboé
Kathryn Tickell – cornamusa do Northumberland (Northumbrian smallpipes)
Ray Cooper, Vinx, Bill Summers, Munyungo Jackson, Skip Burney, Tony Vacca – percussão

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