The Cranberries - No Need to Argue

No Need to Argue

2º álbum de estúdio​

Era

Surto Sonoro Céltico (1993–1994)

8.0

Nota média
de sites de crítica

O álbum que trouxe o grunge irlandês

Com No Need to Argue, os Cranberries deixaram um pouco de lado o tom doce e onírico do álbum de estreia, ao mergulharem em riffs mais pesados e um clima mais sombrio. É como se tivessem trocado as suaves batidas folk por guitarras saturadas e batidas nervosas — especialmente em “Zombie”, que explode em pura fúria distorcida.

Ainda há beleza em temas como “Ode to My Family”, que soa como lembranças nostálgicas embaladas em melodia suave, mas o álbum revela a coragem da banda em abraçar intensidade emocional. A voz de Dolores assume um comando mais consciente e expressivo, e faz com que os arranjos se equilibrem entre delicadeza e catarse — um passo à frente, sólido e visceral.

Destaques

4 – Zombie
1 – Ode to My Family
2 – I Can’t Be With You

Menos ouvidas

11 – Yeats’ Grave
8 – Disappointment

Fatos interessantes

• O álbum vendeu mais de 17 milhões de cópias no mundo, sendo o mais comercialmente bem-sucedido da banda.

• “Zombie” foi escrita em memória de duas crianças mortas em um atentado do IRA, tornando-se um hino de protesto global.

• A sonoridade mais pesada surgiu após intensas turnês, quando a banda decidiu capturar a energia crua dos shows no estúdio.

• O sofá da capa, também usado no álbum anterior, foi transportado para várias locações em Dublin até encontrar o cenário perfeito.

• “Zombie” foi o primeiro vídeo de uma banda irlandesa a ultrapassar 1 bilhão de visualizações no YouTube, em 2020.

• A crítica destacou o amadurecimento vocal de Dolores, que se tornou marca registrada no cenário alternativo dos anos 90.

• O álbum consolidou os Cranberries como uma das maiores bandas da década, rivalizando em popularidade com grupos como Nirvana e R.E.M.

Produção

Stephen Street

Mudança de line

Sem mudanças significativas

Formação

Dolores O’Riordan – voz, guitarra elétrica & acústica, teclados, arranjos de cordas
Noel Hogan – guitarra elétrica & acústica
Mike Hogan – baixo
Fergal Lawler – bateria, percussão

Músicos adicionais
Stephen Street – produção e engenharia
Julie Gardiner – assistência de produção e engenharia
Edward Douglas – assistência de gravação e mixagem em “Everything I Said” e “Yeat’s Grave”

Se gostou, também vai gostar de...

The Rasmus - Weirdo
Gothic rock

The Rasmus – Weirdo

Som sombrio, refrões intensos e colaborações ousadas: Weirdo mostra o The Rasmus renovado, sem medo de celebrar sua estranheza.

Bob Mould - Here We Go Crazy
Rock

Bob Mould – Here We Go Crazy

Puro punk com melodia grudenta. Bob Mould entrega energia e urgência, misturando o visceral com o melódico, como só ele sabe fazer.

Coldplay - Live 2003
Pop Rock

Coldplay – Live 2003

Gravação ao vivo em Sydney em julho de 2003: performances emotivas, setlist de hits e “Moses” inédita dão autenticidade ao momento.

Outros álbuns do mesmo ano

Pink Floyd - The Division Bell
Art rock

Pink Floyd – The Division Bell

Com atmosferas etéreas e temas de reconciliação, The Division Bell marca o retorno do Pink Floyd ao rock progressivo introspectivo.

Living Colour - Dread
Ao Vivo

Living Colour – Dread

Registro ao vivo energético da era Stain, com versões acústicas emocionantes e a estreia de Doug Wimbish no palco, unindo metal e groove.

Black Sabbath - Cross Purposes
Heavy metal

Black Sabbath – Cross Purposes

Mistura de metal denso e melódico com influências de eras anteriores, trazendo o Black Sabbath a um (novo) ponto de transição com Tony Martin nos vocais.