Marillion - Misplaced Childhood

Misplaced Childhood

3º álbum de estúdio​

Era

Gênese Neo‑Prog com Fish (1983–1987)

8.5

Nota média
de sites de crítica

Infância perdida, travessia adulta

Imaginemos um longa-metragem sonoro: Misplaced Childhood é um enredo fluido que mistura drama emocional com bombásticos momentos de introspecção. Sob produção ácida—literalmente inspirada durante uma viagem de LSD de Fish—o álbum articula temas de perda da inocência, amores extintos e recomeços, animados por arranjos precisos e sem excessos.

A abertura carrega uma atmosfera melancólica que se desdobra nos hits “Kayleigh” e “Lavender”, ambos com pegada pop mas impregnados de sentimento nostálgico e textualidade poética. A produção de Chris Kimsey, notória por seu trabalho com Stones e Killing Joke, garantiu um som limpo, punchy e acessível, sem sacrificar a ambição progressiva. Comparado com Script for a Jester’s Tear, este disco é mais polido, madura e enxuto — cada faixa cumpre seu papel na narrativa sem espaços para solos intermináveis. Um álbum épico em compacto 40 minutos, que se mantém relevante para plateias até hoje.

Destaques

2 – Kayleigh
3 – Lavender
5 – Heart of Lothian

Menos ouvidas

1 – Pseudo Silk Kimono
4 – Bitter Suite

Fatos interessantes

• Foi primeiro álbum da banda a atingir o nº 1 no Reino Unido e receber certificado Platinum em cinco meses

• Gravado no lendário estúdio Hansa, em Berlim, onde David Bowie fez sua “fase berlimense”

• Conceito ideado por Fish durante uma longa viagem de LSD, refletindo sobre infância e relacionamentos

• A capa, de Mark Wilkinson, exibe o “jester” dos álbuns anteriores fugindo pela janela — e a figura infantil inspirada em personagem literário

• “Kayleigh” e “Lavender” são os dois maiores singles da banda, chegando ao nº 2 e nº 5 no Reino Unido

• A trajetória de “Kayleigh” popularizou o nome no Reino Unido

Produção

Chris Kimsey

Mudança de line

Sem mudanças significativas

Formação

Fish – voz
Steve Rothery – guitarra solo
Pete Trewavas – baixo elétrico
Mark Kelly – teclados
Ian Mosley – bateria, percussão

Se gostou, também vai gostar de...

Pink Floyd - Animals
Art rock

Pink Floyd – Animals

Crítica feroz ao capitalismo, “Animals” é o álbum mais sombrio e direto do Pink Floyd, com letras afiadas e composições densas.

Outros álbuns do mesmo ano

Johnny Cash - Rainbow
Country

Johnny Cash – Rainbow

Fase introspectiva e espiritual, com arranjos contidos e foco em redenção, marcando transição silenciosa na carreira de Cash.

Dio - Sacred Heart
Heavy metal

Dio – Sacred Heart

Metal épico, riffs afiados e teclados oitentistas em clima medieval. Sacred Heart é Dio duelando dragões e tretas nos bastidores.