Pulp - This Is Hardcore

This Is Hardcore

6º álbum de estúdio​

Era

Desencanto e Reflexão (1998–2001)

8.0

Nota média
de sites de crítica

Pulp em slow motion existencial

Imagine Jarvis Cocker vestindo chumbo glamoroso, declamando medos adultos sobre um piano arruinado e cordas sombrias – esse é o clima de This Is Hardcore. Ele abandona o otimismo britpop de Different Class para mergulhar num art rock teatral recheado de glamour decadente. As letras exploram o tédio da fama, o envelhecimento e a pornografia como metáfora de consumo vazio (vide “This Is Hardcore” com sample de Bolero on the Moon Rocks).

Músicas como “The Fear” soam como trilha de filme noir desconstruída, enquanto “Party Hard” satiriza a euforia clubber com vocal inspirado em Bowie. O álbum é como um divã dramático embalado por sintetizadores elegantes e melodias melancólicas – é Pulp em slow motion, existencial e visualmente extravagante. A frieza calculada da produção e a performance introspectiva de Cocker marcam um ponto de ruptura: o disco é profundo, desconfortável e irresistivelmente sofisticado, muito além do britpop jovial.
https://www.youtube.com/watch?v=qUMqXWaF4Ac&ab_channel=PulpVEVO

Destaques

5 – This Is Hardcore
13 – Like a Friend
4 – Help the Aged

Menos ouvidas

12 – The Day After The Revolution
9 – Seductive Barry

Fatos interessantes

• Stephen Thomas Erlewine (AllMusic) chamou a faixa-título de “monumento assustador ao ardor decadente”.

• O videoclipe de “This Is Hardcore”, dirigido por Doug Nichol, foi eleito o 47º melhor de todos os tempos pela NME.

• A capa foi fotografada por Peter Saville e John Currin, cujas imagens geraram críticas por serem consideradas “sexistas” nos metrôs de Londres.

• O álbum estreou em #1 no Reino Unido, mas vendeu 62% menos que Different Class na primeira semana (~ 50 000 cópias versus 133 000).

• Indicado ao Mercury Prize de 1998 (terceira indicação consecutiva para o grupo).

• A reedição de luxo (2006) incluiu demos, B-sides e raridades, incluindo “Cocaine Socialism” e um CD bônus ao vivo (“This is Glastonbury”).

• “Party Hard” traz influência evidente de David Bowie nos vocais e lamenta o esgotamento da vida noturna.

• Em 2013, NME incluiu o álbum em sua lista dos 500 maiores discos de todos os tempos, na posição 166.

Produção

Chris Thomas

Mudança de line

O guitarrista/violinista Russell Senior deixou o grupo antes do processo de criação deste álbum. O motivo foi atrito interno e desgaste criativo, levando Cocker a buscar isolamento em Nova York; após esse período, ele retornou para concluir a produção com a nova formação.

Formação

Jarvis Cocker – voz
Mark Webber – guitarra
Steve Mackey – baixo
Nick Banks – bateria
Candida Doyle – teclados

Músicos adicionais
Anne Dudley – arranjos de cordas/piano
Neneh Cherry – vocais de apoio (faixa 9)
Mandy Bell, Carol Kenyon, Jackie Rawe – backing vocals (faixas 1, 9)

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