The Clash - Give 'Em Enough Rope

Give 'Em Enough Rope

2º álbum de estúdio​

Era

Rebelião Punk (1977–1978)

7.8

Nota média
de sites de crítica

Quando o Punk Conheceu a Produção Chique

O Give ‘Em Enough Rope é aquele segundo álbum que parece uma transição entre a crueza punk do debut do The Clash e o experimentalismo épico que viria em London Calling. Produzido por Sandy Pearlman (o cara do Blue Öyster Cult), o disco soa mais polido e até meio americano, o que desagradou parte dos fãs puristas do punk britânico. Mas, no fundo, continua sendo um petardo cheio de guitarras nervosas, letras politizadas e refrões pegajosos.

“Safe European Home” abre chutando a porta, “Tommy Gun” soa como um hino de guerra, e “Stay Free” tem aquele sentimentalismo de quem já viu amigos se perderem pelo caminho. Se o primeiro álbum era um coquetel molotov, esse aqui é um tiro certeiro de fuzil – mais preciso, mas ainda letal.

Destaques

3. Tommy Gun
1. Safe European Home
2. English Civil War

Menos ouvidas

9. Cheapskates
7. Drug-Stabbing Time

Fatos interessantes

• Este foi o primeiro álbum do The Clash lançado nos Estados Unidos, antecedendo a versão americana do álbum de estreia homônimo.

• Marcou a estreia do baterista Topper Headon em um álbum completo da banda, após sua entrada no grupo logo após as gravações do primeiro disco.

• A produção ficou a cargo de Sandy Pearlman, conhecido pelo trabalho com o Blue Öyster Cult, conferindo ao álbum um som mais polido em relação ao debut cru do The Clash.

• A faixa “Guns on the Roof” foi inspirada em um incidente real em que a banda disparou um rifle de pressão de ar no telhado de um hotel, confundidos com terroristas e levados pela polícia. ​

• A música “English Civil War” é uma adaptação da canção folclórica americana “When Johnny Comes Marching Home”, abordando temas de guerra e política.

• “Stay Free” é uma homenagem de Mick Jones a um amigo de infância que se envolveu com o crime e acabou na prisão, destacando a amizade e as escolhas de vida divergentes. ​

• A última faixa, “All the Young Punks (New Boots and Contracts)”, é uma crítica bem-humorada à cena musical da época, inspirada na música “All the Young Dudes” de David Bowie. ​

• O álbum refletiu tensões internas, especialmente após o incidente no telhado, levando a banda a questionar a gestão de Bernie Rhodes, culminando em sua saída após o álbum. ​

• A arte da capa foi baseada em uma fotografia de Wallace Irving Robertson, tirada por Adrian Atwater, apresentando uma imagem evocativa que complementa o título do álbum.

Produção

Sandy Pearlman

Mudança de line

Oficialização de Topper Headon como baterista

Formação

Joe Strummer – vocais principais e de apoio, guitarra base
Mick Jones – guitarra principal, vocais de apoio, vocais principais em “Stay Free”
Paul Simonon – guitarra base, vocais de apoio
Topper Headon – bateria

Al Fields, “The Village Legend” ou Allen Lanier – piano em “Julie’s Been Working for the Drug Squad” (não creditado)
Stan Bronstein (do Elephant’s Memory) – saxofone em “Drug Stabbing Time” (não creditado)
Bob Andrews – teclados em “Stay Free” (não creditado)

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