Angine de Poitrine - Vol. II

Vol. II

2º álbum de estúdio​

Era

-

8.6

Nota média
de sites de crítica

Polirritmia para enlouquecer sorrindo

Vol. II soa como se o King Crimson tivesse sido sequestrado por um bloco de carnaval alienígena e devolvido com trastes microtonais e um vício sério em polirritmia. O duo pega o caos matemático do math rock, enfia tudo num liquidificador dadaísta e, em vez de virar sopa cerebral, entrega groove, impacto e faixas que realmente mexem o corpo.

O disco expande a lógica de Vol. 1 com mais confiança, mais pegada e arranjos que parecem impossíveis até encaixarem com uma naturalidade irritante. “Fabienk”, “Sarniezz” e “UTZP” resumem bem a façanha: técnica de outro planeta, humor torto e uma energia de pista que faz o experimental parecer pop para mutantes elegantes.

A recepção crítica saiu bastante favorável, tratando o álbum como confirmação de que o duo não é hype esquisito de internet, mas uma banda realmente afiada.

Destaques

1 – Fabienk
2 – Mata Zyklek
3 – Sarniezz

Menos ouvidas

6 – Angor
5 – Yor Zarad

Fatos interessantes

• O álbum tem apenas 6 faixas, e todas passam dos quatro minutos, com várias ultrapassando a marca dos seis.

• “Fabienk”, “Mata Zyklek” e “Sarniezz” já circulavam em versões ao vivo antes do lançamento do disco, inclusive em sessão para a KEXP.

• A banda descreve sua estética como “Mantra-Rock Dada Pythago-Cubiste”, definição que combina bem com a mistura de rigor rítmico e nonsense visual.

• O duo ganhou enorme projeção internacional após uma performance viral gravada em Rennes, na França.

• Khn usa instrumento híbrido com abordagem microtonal, elemento central para o timbre torto e “fora do eixo” do álbum.

• A crítica destacou que, apesar da complexidade, Vol. II funciona como música de corpo: pista, pogo e mosh cabem no mesmo pacote.

• A produção foi assinada pela própria banda com Fabien Peterson, reforçando o controle artístico do projeto.

• O lançamento saiu de forma independente e em licença exclusiva com Spectacles Bonzaï.

• No Album of the Year, o disco apareceu com média crítica alta logo no dia do lançamento, sinal de recepção imediata muito forte.

• “Angor”, a faixa final, foi citada em resenhas como um fechamento mais tenso e de combustão lenta para o álbum.

Produção

Fabien Peterson, Angine de Poitrine

Mudança de line

Sem mudanças signficativas

Formação

Khn de Poitrine – guitarras microtonais, baixo, looping, vocais
Klek de Poitrine – bateria, vocais

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