Charlie Puth - Whatever's Clever!

Whatever's Clever!

4º álbum de estúdio​

Era

-

7.8

Nota média
de sites de crítica

Charlie Puth vira pai e acerta a mão

Whatever’s Clever! soa como Charlie Puth trocando o espelho do camarim por uma janela aberta num iate imaginário dos anos 80. Ele pega o perfeccionismo cirúrgico que sempre teve e finalmente usa isso para fazer um disco com cara de vida vivida, não de laboratório de TikTok.

As críticas têm destacado justamente essa virada: menos pose, mais verdade, com arranjos quentes, metais macios, cordas elegantes e um flerte descarado com yacht rock, white soul e pop adulto. Tem momentos em que o álbum parece Hall & Oates tomando café com Toto, mas sem virar cosplay retrô. Quando funciona, é o trabalho mais coeso e simpático da carreira dele; quando escorrega, ainda passa longe do piloto automático plastificado de fases anteriores.

É um disco de maturidade, paternidade e autoconsciência, com charme de “pai cool” que descobriu que não precisa mais provar nada para ninguém.

Destaques

1 – Changes
2 – Beat Yourself Up
7 – Home

Menos ouvidas

5 – New Jersey
11 – Until It Happens to You

Fatos interessantes

• É o quarto álbum de estúdio de Charlie Puth e foi lançado em 27 de março de 2026 pela Atlantic.

• O disco foi anunciado em outubro de 2025 junto com o single “Changes” e com a notícia de que Puth seria pai.

• Charlie descreveu o som do álbum como “Yacht Rock 2026”, assumindo sem vergonha a estética de “dad music”.

• A fase pessoal pesou diretamente no disco: o nascimento do filho Jude aconteceu poucos dias antes do lançamento do álbum.

• “Home” trouxe Hikaru Utada para o universo de Puth, ampliando a paleta do álbum para além do pop americano convencional.

• “Cry” saiu antes do Super Bowl LX, aproveitando o momento em que Puth cantou o hino nacional no evento.

• O álbum nasceu depois das residências de Charlie no Blue Note, o que ajuda a explicar a presença maior de jazz, metais e arranjos mais orgânicos.

• Jeff Goldblum participa de “Until It Happens to You”, reforçando o lado teatral e meio excêntrico do projeto.

• Michael McDonald e Kenny Loggins aparecem em “Love in Exile”, praticamente carimbando o passaporte oficial do disco para a costa ensolarada do yacht rock.

• Houve também uma edição física com faixa bônus, “Reply to This”, vendida separadamente na loja oficial.

Produção

Charlie Puth, BloodPop

Mudança de line

Em relação a Charlie, não houve uma “troca de banda” propriamente dita, porque Charlie Puth continua sendo o centro absoluto do projeto. A grande mudança foi sonora e de equipe: BloodPop entrou como coprodutor em todo o álbum, e o disco ganhou um elenco bem mais amplo de músicos de estúdio, metais, cordas e convidados, deixando para trás a pegada mais enxuta e quase solitária do álbum anterior.

Formação

Charlie Puth – voz, teclados, programação
Pastor Funk – baixo
Stanley Rudolph – bateria
Curt Chambers, Sophie Giuliani – guitarra
Leddie Garcia – percussão
BloodPop – programação

Músicos adicionais
Ashley Morgan, David Lee, Eric Copeland II, LaKesha Nugent, Rachel Gonzalez, Revel Day, Ronald O’Hannon, Whitney Wood – vocais de coro
Steve Hackman – liderança e gestão de orquestra
Brad Ritchie, Thanh Tran – orquestração
Jeff Driskill, Kenny G – saxofone
Ido Meshulam – trombone
Rob Schaer, Wayne Bergeron – trompete
Katie Sloan, Adam Millstein, Ji Young An, Kerenza Peacock, Mark Robertson, Maya Magub, Michael Siess, Misha Vayman, Radu Pieptea, Sara Parkins, Stephanie Yu – violino
Carolyn Riley, Corinne Sobolewski, Drew Forde, Emily Williams – viola
Ben Lash, Christopher Ahn, Juan-Salvador Carrasco, Joy Payton-Stevens, Mia Barcia Colombo – violoncelo
William Nathan Farrington – contrabaixo
Ravyn Lenae, Hikaru Utada, Jeff Goldblum – participações vocais

Se gostou, também vai gostar de...

Queen - The Miracle
Pop

Queen – The Miracle

Rock pesado e sintetizadores 80s, com faixas como “I Want It All” e “Scandal”, mostrando um Queen ousado, no limiar do fim.

Elton John - Too Low for Zero
Pop

Elton John – Too Low for Zero

Pop rock vibrante com sintetizadores, retorno da formação clássica e hits marcantes — o álbum que ressuscitou o Elton John dos anos 80.

Sade - Promise
Pop

Sade – Promise

Um segundo ato mais maduro e introspectivo, aprofundando o soul suave e emocional que consolidou Sade como símbolo global de refinamento musical.

Outros álbuns do mesmo ano

BTS - Arirang
K-pop

BTS – Arirang

Retorno ambicioso do BTS: K-pop, hip-hop e R&B com raiz coreana, produção ousada e clima de reencontro em escala de arena.

Gorillaz - The Mountain
Rock experimental

Gorillaz – The Mountain

Fusão de rock e música global, The Mountain eleva o luto a celebração sonora com sitar, rap, colaborações vibrantes e influência indiana.

Paul Gilbert - Wroc
Blues rock

Paul Gilbert – Wroc

Hard rock instrumental afiado e conceitual, com riffs imprevisíveis e a irreverência técnica que define Paul Gilbert.