Rainbow - Rarities

Rarities

-º álbum de estúdio​

Era

Legado

8.2

Nota média
de sites de crítica

O cofre mágico do Rainbow

Rarities é menos um “álbum novo” e mais um baú aberto com luva de veludo e cheiro de amplificador quente. Em vez de soar como sobra de gaveta, ele registra Rainbow no exato momento em que deixava de ser um braço torto do Deep Purple para virar uma máquina de fantasia, aço e fumaça de palco.

As rough mixes de Rising têm aquele prazer meio voyeur de ouvir a engrenagem sem a maquiagem final, enquanto os ensaios de 1976 mostram ideias ainda rangendo, tropeçando e, às vezes, mordendo com mais fome que a versão oficial. As críticas ao box de onde ele saiu foram majoritariamente favoráveis, destacando o peso histórico e a fase mágica Blackmore/Dio, ainda que o áudio de alguns ensaios seja cru e irregular.

É um disco para completistas, sim, mas também para quem gosta de escutar o monstro antes de ele vestir a armadura.

Destaques

8 – Stargazer (Rough Mix)
4 – Tarot Woman (Rough Mix)
6 – Starstruck (Rough Mix)

Menos ouvidas

7 – Do You Close Your Eyes (Rough Mix)
5 – Run with the Wolf (Rough Mix)

Fatos interessantes

• O álbum digital Rarities corresponde ao CD 9 do box The Temple of the King 1975-1976, lançado para celebrar os 50 anos da formação do Rainbow.

• A edição de 2026 teve lançamento adiado de 06/03/2026 para 27/03/2026.

• As quatro primeiras faixas são ensaios de estúdio da turnê mundial de 1976 e várias delas eram inéditas em CD.

• “Getaway” aparece como o título de trabalho de “Kill the King”.

• “Temple of the King (Bolivian Mono Mix)” veio originalmente de um single boliviano de 1975.

• “Man on the Silver Mountain” aparece em duas versões promocionais raras: mono edit e stereo edit.

• As rough mixes de “Tarot Woman” a “A Light in the Black” já haviam surgido na deluxe de Rising de 2011 e retornam aqui dentro de um novo contexto histórico.

• A recepção ao box foi bastante positiva: Classic Rock/Louder tratou o material como uma celebração monumental da fase Blackmore/Dio.

• Get Ready to Rock elogiou o disco final de raridades, mas ressaltou que parte dos ensaios tem qualidade de gravação bem precária.

• O projeto foi masterizado por Andy Pearce e Matt Wortham e traz encarte com notas inéditas de Rich Davenport.

Produção

Ritchie Blackmore, Martin Birch, Ronnie James Dio
Andy Pearce, Matt Wortham (masterização da edição de 2026)

Mudança de line

Como este repertório junta material de 1975 e 1976, ele documenta justamente a grande virada entre o debut e o período de Rising. Saíram Micky Lee Soule, Craig Gruber e Gary Driscoll, remanescentes do Elf, e entraram Cozy Powell, Jimmy Bain e Tony Carey. A troca aconteceu porque Blackmore ficou insatisfeito com a química e os ensaios da primeira encarnação da banda, preservando apenas Ronnie James Dio ao seu lado.

Formação

Ritchie Blackmore – guitarra
Ronnie James Dio – voz
Cozy Powell – bateria
Jimmy Bain – baixo elétrico
Tony Carey – teclados

Músicos adicionais
Micky Lee Soule – teclados
Craig Gruber – baixo elétrico
Gary Driscoll – bateria

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