Black Label Society - Engines of Demolition

Engines of Demolition

12º álbum de estúdio​

Era

-

7.3

Nota média
de sites de crítica

Riffs, luto e óleo diesel

Engines of Demolition não reinventa a roda; ele prefere colocar correntes na roda, jogar gasolina no tanque e sair arrastando asfalto. O disco soa como um encontro entre Black Sabbath, motoqueiros cansados da vida e um bar sulista aberto até tarde, com riffs enormes, andamento de trator e solos que chegam rangendo como porta de saloon em filme de faroeste.

O tom geral das críticas ficou entre o elogio e a velha ressalva de sempre: Zakk Wylde continua absurdamente confiável, mas sem fingir que está descobrindo um novo continente. Quando pesa, pesa com gosto em “Name In Blood”, “Broken and Blind” e “Lord Humungus”; quando afrouxa a gravata, entra um lado mais roots e melancólico que dá respiro ao álbum.

E “Ozzy’s Song” fecha tudo como um soco no peito: menos pose de ogro, mais luto transformado em amplificador no talo.

Destaques

6 – The Gallows
9 – Lord Humungus
1 – Name In Blood

Menos ouvidas

12 – The Stranger
11 – Broken Pieces

Fatos interessantes

• Este é o 12º álbum de estúdio do Black Label Society e encerra o maior hiato entre discos da banda: quase cinco anos desde Doom Crew Inc.

• Zakk Wylde começou a escrever o álbum em 2022, durante a fase em que conciliava a banda com a turnê de celebração do Pantera.

• “The Gallows” saiu primeiro, em 10/09/2024, e o álbum ainda ganhou os singles “Lord Humungus”, “Broken and Blind” e “Name In Blood” antes do lançamento completo.

• A faixa “Ozzy’s Song” foi apresentada por veículos de imprensa como uma homenagem direta de Wylde a Ozzy Osbourne.

• A edição padrão nos serviços digitais apareceu com 13 faixas, embora anúncios iniciais de imprensa tenham divulgado uma versão de 15 músicas com duas versões “Unblackened”.

• A Associated Press destacou o contraste entre o peso tradicional do disco e o fechamento emocional de “Ozzy’s Song”.

• A Kerrang! elogiou a consistência do álbum, mas observou que ele entrega mais consolidação da fórmula do que novidade real.

• A Apple Music descreveu o trabalho como “outlaw groove metal”, reforçando a mistura de peso clássico com pegada biker e sulista.

• O crítico do Metal Planet Music tratou o disco como um exemplo de uma banda veterana ainda soando faminta, elogiando especialmente o equilíbrio entre brutalidade e melodias mais calorosas.

• Até o dia do lançamento, o Album of the Year já registrava recepção crítica positiva, com nota agregada na casa dos 80 pontos.

Produção

Zakk Wylde

Mudança de line

A principal diferença aqui não está nas cadeiras ocupadas, mas no intervalo bem maior entre discos, já que Wylde passou boa parte desse período dividido entre Black Label Society, Zakk Sabbath e a turnê de celebração do Pantera.

Formação

Zakk Wylde – voz, guitarra, piano, violão
Dario Lorina – guitarra
John DeServio – baixo elétrico
Jeff Fabb – bateria

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