Temple Of Void - The Crawl

The Crawl

5º álbum de estúdio​

Era

-

8.0

Nota média
de sites de crítica

Doom com dentes de aço

The Crawl soa como um tanque de guerra aprendendo truques de post-punk sem perder a esteira de lama. Temple of Void continua enterrado no death/doom, mas aqui abre janelas para grunge, hard rock sombrio e melodias tortas que deixam o disco respirar sem ficar menos ameaçador.

O resultado é menos “catacumba selada” e mais “castelo mal-assombrado com neon queimando no porão”: riffs cavernosos, solos que mordem e uma produção mais humana, crua e viva.

Depois de um álbum anterior visto por parte da crítica como simplificado demais, a banda reaparece mais ambiciosa, variada e confiante, sem largar o peso que sempre foi sua assinatura.

Destaques

1 – Poison Icon
3 – The Crawl
6 – Soulburn

Menos ouvidas

4 – A Dead Issue
7 – The Twin Stranger

Fatos interessantes

• O álbum foi lançado pela Relapse Records em 6 de março de 2026 e é tratado oficialmente como o quinto full-length da banda.

• A banda entrou neste ciclo como quarteto, mudança que alterou a dinâmica de composição e ajudou a ampliar o uso de guitarras mais melódicas e texturas menos previsíveis.

• Kurt Ballou gravou e mixou o disco no GodCity Studio, em Salem, Massachusetts, com assistência de Zach Weeks.

• O grupo queria um som mais “humano” e espontâneo, o que aparece nos timbres mais crus de guitarra e baixo e na bateria bem “na sala”.

• “Godless Cynic” foi inspirada por um conto de Harlan Ellison.

• “The Twin Stranger” gira em torno da ideia de ser perseguido por um doppelgänger.

• “Poison Icon” trata dos impulsos humanos de enganar e controlar, reforçando o clima psicológico que continua temas de Summoning the Slayer.

• Parte da crítica destacou o disco como uma correção de rota bem-sucedida, elogiando a integração de elementos de grunge, post-punk e rock sombrio ao death/doom tradicional.

• Travis Smith assina a arte de capa, mantendo a tradição de visual forte e bastante “referencial” dentro do metal extremo.

• Steve Greene contribuiu com sintetizadores em “A Dead Issue”, adicionando um detalhe atmosférico fora do núcleo duro da formação.

Produção

Kurt Ballou

Mudança de line

Em relação a Summoning the Slayer, saíram o baixista Brent Satterly e o guitarrista Don Durr; entrou Justin Malek no baixo, e Mike Erdody passou a assumir também a segunda guitarra, reduzindo o Temple of Void a um quarteto.

Formação

Mike Erdody – voz, guitarra
Alex Awn – guitarra
Justin Malek – baixo elétrico
Jason Pearce – bateria

Músicos adicionais
Steve Greene – sintetizadores

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