Van Morrison - Somebody Tried to Sell Me a Bridge

Somebody Tried to Sell Me a Bridge

51º álbum de estúdio​

Era

Crônica Amarga e Epílogo Contemporâneo (2020–2026)

8.0

Nota média
de sites de crítica

Blues sem promessa de futuro

Somebody Tried to Sell Me a Bridge é Van Morrison voltando ao ponto de partida sem qualquer nostalgia artificial: blues direto, vivido, tocado como se fosse uma conversa longa de bar entre músicos que sabem exatamente onde estão pisando. O álbum se estende sem pressa, com grooves arrastados, guitarras chorosas e uma voz que já não busca juventude, mas autoridade.

Ao longo de vinte faixas, Morrison alterna composições próprias e releituras clássicas com naturalidade quase displicente. A produção é crua, orgânica e deliberadamente pouco polida, deixando espaço para solos longos e interações espontâneas entre os músicos. Embora a duração excessiva seja apontada como um problema recorrente, o disco funciona como um manifesto: mais interessado em preservar e celebrar o blues do que em reinventá-lo.

Destaques

1 – Kidney Stew Blues
7 – Can’t Help Myself
17 – Somebody Tried to Sell Me a Bridge

Menos ouvidas

15 – (Go To The) High Place In Your Mind
16 – Social Climbing Scene

Fatos interessantes

• O álbum possui 20 faixas, um dos mais longos da carreira de Van Morrison.

• Apenas quatro músicas são composições originais; o restante são releituras de blues tradicionais.

• Buddy Guy participa como convidado especial em faixas centrais do disco.

• Taj Mahal aparece como colaborador recorrente, reforçando o caráter histórico do projeto.

• O álbum foi gravado com abordagem quase ao vivo em estúdio.

• A produção evita overdubs excessivos e efeitos modernos.

• A crítica destacou o disco como mais um capítulo da fase “roots” de Morrison.

• Alguns reviews apontaram a duração como excessiva, mas coerente com a proposta.

• O título faz referência a metáforas de desconfiança e experiência de vida.

• O álbum reforça a conexão de Morrison com o blues americano tradicional.

Produção

Van Morrison

Mudança de line

A principal diferença está no reforço de músicos convidados ligados diretamente ao blues tradicional, ampliando o peso histórico e colaborativo do disco, em contraste com o trabalho mais introspectivo e autoral do lançamento anterior.

Formação

Van Morrison – voz, guitarra rítmica
John Allair – teclados
David Hayes – baixo elétrico
Anthony Paule – guitarra solo
Mitch Woods – piano
Larry Vann – bateria, percussão

Músicos adicionais
Taj Mahal – voz, guitarra
Buddy Guy – guitarra solo
Elvin Bishop – guitarra

Se gostou, também vai gostar de...

AC/DC - Ballbreaker
Blues rock

AC/DC – Ballbreaker

O retorno do groove original — crueza, precisão e peso, guiados por riffs forjados no aço e suor da velha guarda.

Outros álbuns do mesmo ano

The Cribs - Selling a Vibe
Alternative Rock

The Cribs – Selling a Vibe

Indie rock direto e maduro, com riffs clássicos e letras reflexivas; os Cribs equilibram experiência, ironia e energia sem perder identidade.

Tinsley Ellis - Labor of Love
Americana

Tinsley Ellis – Labor of Love

Blues acústico visceral e honesto: Ellis explora raízes e emoções cruas em 13 canções originais que misturam tradição e experiência pessoal.

Yumi Zouma - No Love Lost to Kindness
Indie pop

Yumi Zouma – No Love Lost to Kindness

Sofisticado e mais ousado, o quinto álbum de Yumi Zouma mistura indie pop, rock e vulnerabilidade emocional em músicas diretas e cheias de energia.