The Format - Boycott Heaven

Boycott Heaven

3º álbum de estúdio​

Era

Distanciamento, Revisão e Epílogo Adulto (2026–presente)

7.5

Nota média
de sites de crítica

O retorno sem ilusões

Em Boycott Heaven, o The Format retorna mais velho, mais cético e muito menos interessado em soar confortável. O álbum troca o charme juvenil do indie pop dos anos 2000 por um som mais denso, com guitarras ásperas, bateria orgânica e letras atravessadas por desilusão, fé em crise e ansiedade coletiva.

Produzido por Brendan O’Brien, o disco flerta com o alt-rock e o grunge melódico, mantendo refrões fortes, mas evitando excessos açucarados. Há um senso constante de urgência emocional: as canções soam como confissões tardias, feitas por alguém que já viu o mundo falhar algumas vezes. Nem tudo é imediato, e essa resistência ao pop fácil pode afastar fãs antigos, mas também consolida o álbum como um retorno honesto, adulto e necessário.

Destaques

2 – Holy Roller
3 – Shot In The Dark
10 – Boycott Heaven

Menos ouvidas

6 – No You Don’t
8 – Human Nature

Fatos interessantes

• O álbum marca o fim oficial do hiato de quase 20 anos da banda, iniciado após Dog Problems (2006).

• As composições começaram ainda antes da pandemia, mas várias letras foram reescritas após 2020 para refletir ansiedade coletiva e desgaste emocional.

• Brendan O’Brien incentivou a banda a gravar takes longos e imperfeitos, priorizando emoção em vez de precisão técnica.

• É o trabalho mais politizado e existencial da carreira do grupo, abordando fé, culpa, esgotamento e desconfiança institucional.

• Nate Ruess evitou deliberadamente melodias “grudentas”, buscando refrões mais contidos e amargos.

• O disco traz influência direta de alt-rock e grunge dos anos 90, estilos pouco explorados nos álbuns anteriores.

• Muitas letras foram escritas do ponto de vista de alguém em conflito interno, não como narrador confiante.

• Apesar do retorno, a banda deixou claro que o álbum não simboliza um retorno permanente à atividade contínua.

• A recepção crítica destacou a honestidade emocional como principal virtude, acima do impacto comercial.

• O título Boycott Heaven funciona como metáfora para a rejeição de soluções fáceis, promessas espirituais rasas e finais felizes artificiais.

Produção

Brendan O’Brien

Mudança de line

Após quase vinte anos desde o álbum anterior, a formação central permanece intacta: Nate Ruess e Sam Means retornam como dupla criativa, sem mudanças oficiais. O diferencial está no apoio de músicos de estúdio experientes, reforçando o peso instrumental e a maturidade sonora do disco.

Formação

Nate Ruess – voz principal, guitarra
Sam Means – guitarra, teclados, backing vocals

Músicos adicionais
Brendan O’Brien – baixo
Matt Chamberlain – bateria

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