Supertramp - Crime of the Century

Crime of the Century

3º álbum de estúdio​

Era

Ascensão e Consolidação Prog‑Rock (1974–1977)

8.5

Nota média
de sites de crítica

Ópera urbana e introspectiva

Falar de Crime of the Century é mergulhar num universo onde melancolia e ambição se encontraram num estúdio londrino. Saiu o rock cru dos primeiros discos, entrou uma produção refinada — influenciada por prog-rock e pop cinematográfico. Imagina baladas que misturam “School” (com um grito claustrofóbico) com grooves jazz-rock em “Bloody Well Right” e épicos como a faixa-título.

O disco soa como uma mini ópera sobre angústia urbana e introspecção juvenil: uma fusão de Pink Floyd e Beatles em turnê por teatros vazios. Hodgson e Davies dialogam entre piano e guitarra, vozes entrelaçadas; os metais de Helliwell dão um toque cinematográfico. Ao invés de soar deslocado, o álbum traz coesão emocional – algo que até então faltava no repertório deles. É o primeiro lampejo do Supertramp que viria a dominar o rock/pop no final dos anos 70.
https://www.youtube.com/watch?v=B885n08hOmw&list=RDB885n08hOmw&start_radio=1&ab_channel=SupertrampVEVO

Destaques

2 – Bloody Well Right
1 – School
5 – Dreamer

Menos ouvidas

4 – Asylum
7 – If Everyone Was Listening

Fatos interessantes

• A capa icônica foi criada por Paul Wakefield, com mãos agarradas a barras flutuantes no espaço, simbolizando “prisão mental”.

• Foi o primeiro álbum com a formação clássica, crucial para o sucesso posterior.

• Gravado após gravar 42 demos, com apenas oito escolhidas para o álbum.

• “School” abre o disco com um grito angustiado e se tornou um hino no rock-progressivo.

• O som de trem em “Rudy” é gravado na estação London Paddington.

• “Bloody Well Right” foi hit nos EUA como lado-B de “Dreamer”.

• Certificado Diamond no Canadá e ouro nos EUA após o álbum seguinte. • Incluído pela Rolling Stone entre os 50 melhores álbuns de prog de todos os tempos.

• Na gravação, Ken Scott (produtor) também participou como engenheiro e músico (gongo d’água).

• A união criativa entre Davies e Hodgson atinge seu auge aqui, antes de trajetórias divergirem.

Produção

Ken Scott, Supertramp

Mudança de line

Comparado ao álbum anterior, Indelibly Stamped (1971), saíram os membros Dave Winthrop (madeiras), Frank Farrell (baixo/teclados) e Kevin Currie (bateria). Entraram Dougie Thomson (baixo), Bob Siebenberg (bateria) e John Helliwell (sax/clarinete). A substituição ocorreu após o fracasso comercial dos dois primeiros discos, visando renovar a sonoridade com músicos mais técnicos e afinados com as ambições art-rock da banda.

Formação

Rick Davies – vocais, teclados, gaita
Roger Hodgson – vocais, guitarra, pianos
John Anthony Helliwell – saxofones, clarinete, backing vocals
Dougie Thomson – baixo elétrico
Bob Siebenberg (creditado como Bob C. Benberg) – bateria, percussão

Músicos adicionais Christine Helliwell – backing vocals (em “Hide in Your Shell”)
Scott Gorham – backing vocals (mesma faixa)
Vicky Siebenberg – backing vocals (mesma faixa)
Músico de rua anônimo – serrote musical (mesma faixa)
Ken Scott – gongo de água (em “Crime of the Century”)

Se gostou, também vai gostar de...

Led Zeppelin - Houses of the Holy
Art rock

Led Zeppelin – Houses of the Holy

Houses of the Holy é uma montanha-russa sonora, alternando entre rock pesado, baladas emocionais, reggae e até paródia, com uma diversidade impressionante.

Rush - Test for Echo
Rock alternativo

Rush – Test for Echo

Rush tentando se redescobrir: peso, momentos introspectivos e uma pegada de “vamos ver o que sobra depois da tempestade” marcam essa fase cheia de ecos.

Rush - 2112
Metal progressivo

Rush – 2112

Rush mandando um sonoro “não” à pressão comercial, com uma ópera espacial insana que virou hino para toda uma geração de nerds, roqueiros e rebeldes.

Outros álbuns do mesmo ano

Queen - Queen II
Hard rock

Queen – Queen II

O álbum que coroou a realeza do rock, com heavy metal progressivo, baladas épicas e overdubs luxuosos.

Kiss - Kiss
Glam rock

Kiss – Kiss

Riffs intensos, atitude glam e teatralidade: o álbum de estreia de Kiss é pura combustão hard‑rock numa armadura pintada.