Silversun Pickups - Tenterhooks

Tenterhooks

6º álbum de estúdio​

Era

Persistência Emocional e Luz Difusa (2026)

7.4

Nota média
de sites de crítica

Tensão, ruído e maturidade

Tenterhooks soa como um retorno calculado ao desconforto emocional que sempre alimentou o melhor da banda. As guitarras voltam a rangir com camadas densas e melancólicas, enquanto Brian Aubert canta como quem anda em corda bamba entre introspecção e explosão. O disco prefere a tensão constante ao catarse fácil, criando faixas que crescem devagar e nunca entregam alívio imediato.

As críticas apontam um álbum mais contido e menos imediato que Physical Thrills, com produção que privilegia textura e atmosfera em vez de refrões óbvios. Em alguns momentos, essa escolha cobra seu preço, deixando certas músicas excessivamente arrastadas. Ainda assim, o clima sombrio e a coesão estética fazem de Tenterhooks um trabalho sólido, que recompensa ouvintes pacientes e reforça a maturidade da banda.

Destaques

2 – The Wreckage
1 – New Wave
7 – Long Gone

Menos ouvidas

9 – Interrobang
10 – Hot Wired

Fatos interessantes

• O título Tenterhooks vem de uma expressão inglesa que descreve um estado prolongado de ansiedade e expectativa, conceito que guia tanto as letras quanto a construção lenta das músicas.

• A banda declarou que o álbum foi composto sem pressa deliberadamente, priorizando climas e texturas em vez de refrões imediatos ou singles óbvios.

• É considerado por parte da crítica como o disco mais sombrio do grupo desde Swoon, porém com uma abordagem mais madura e menos explosiva.

• As guitarras foram gravadas com menos camadas do que em álbuns anteriores, mas com maior ênfase em efeitos analógicos e reverbs longos.

• Brian Aubert descreveu o processo criativo como “emocionalmente desconfortável”, evitando letras diretas e apostando em imagens fragmentadas.

• O álbum teve divulgação mínima antes do lançamento, reforçando a ideia de um trabalho que deveria ser descoberto lentamente pelo ouvinte.

• Críticos apontaram que o disco cresce após múltiplas audições, apesar de causar estranhamento inicial.

• A ausência de hits claros foi vista por alguns veículos como uma decisão artística corajosa, e por outros como um risco comercial.

• A capa do álbum simboliza suspensão e instabilidade emocional, dialogando diretamente com o conceito do título.

• Tenterhooks foi citado como um disco “anti-algoritmo”, indo contra tendências atuais de faixas curtas e imediatistas.

Produção

Butch Vig

Mudança de line

Sem mudanças significativas

Formação

Brian Aubert – voz, guitarra
Nikki Monninger – baixo elétrico, backing vocals
Joe Lester – teclado, programação
Christopher Guanlao – bateria

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