Silverchair - Freak Show

Freak Show

2º álbum de estúdio​

Era

Exploração e Maturidade (1997-2001)

6.7

Nota média
de sites de crítica

Silverchair Sai da Sombra do Grunge

Freak Show marca a evolução do Silverchair, que aos 17 anos já demonstrava maturidade musical além da idade. Se Frogstomp era um álbum preso ao grunge da época, seu sucessor busca identidade própria, equilibrando riffs pesados e uma pegada mais metal em faixas como “Slave” e “No Association”, ao mesmo tempo em que ensaia elementos orquestrais, perceptíveis em “Cemetery” e “Petrol and Chlorine”.

Há tropeços, como o riff repetitivo de “Freak” e a tentativa forçada de ser Nirvana em “Lie To Me”, mas no geral, o álbum aponta para um Silverchair mais ambicioso e menos refém da cena dos anos 90.

Destaques

2. Freak
3. Abuse Me
7. The Door

Menos ouvidas

10. Petrol & Chlorine
12. Nobody Came

Fatos interessantes

• O nome “Freak Show” foi escolhido por Daniel Johns, que comparou a vida na estrada da banda a um “carnaval itinerante”.

• A ilustração da capa apresenta Grady Stiles Jr., conhecido como “Lobster Boy” – o garoto lagosta, um artista de “freak show” que sofria de ectrodactilia, malformação congênita que afeta os dedos das mãos ou dos pés, podendo ser ausentes ou malformados.

• O álbum foi gravado entre maio e novembro de 1996, com produção de Nick Launay, conhecido por seu trabalho com bandas como Midnight Oil e Models.

• “Freak” alcançou o número 1 na parada australiana, tornando-se o segundo single da banda a atingir essa posição, após “Tomorrow” em 1994.

• O álbum é citado como uma inspiração para o músico Kevin Parker, do Tame Impala, que afirmou que “Freak Show” foi o álbum que o fez querer fazer música.

• Músicas como “Slave”, “Freak”, “No Association” e “Nobody Came” já eram apresentadas ao vivo pela banda dois anos antes do lançamento do álbum.

• Algumas faixas tiveram seus títulos alterados antes do lançamento: “Cat and Mouse” tornou-se “The Closing”, “The Proxy Song” virou “The Door”, e “Punk Song #3” foi renomeada para “Satin Sheets”.

• O videoclipe de “Freak” foi dirigido por Gerald Casale, do Devo, e apresenta uma narrativa surreal envolvendo a banda e um experimento científico.

• Em 1997, aos 17 anos, o Silverchair fez uma performance energética de “Freak” no programa de TV americano “Conan O’Brien”, impressionando o público com sua maturidade musical.

Produção

Nick Launay

Mudança de line

Nenhuma alteração

Formação

Daniel Johns – vocais, guitarras
Chris Joannou – baixo
Ben Gillies – bateria, timbales, percussão

Se gostou, também vai gostar de...

Bush - Black and White Rainbows
Pós-grunge

Bush – Black and White Rainbows

Rock alternativo com riffs amplos e produção de arena: Rossdale explora emoções cruas e introspecções em um Bush moderno e polido.

Lifehouse - No Name Face
Pós-grunge

Lifehouse – No Name Face

Debut melódico e sincero que une grunge suave e refrões radiofônicos, com voz marcante e produção equilibrada.

Outros álbuns do mesmo ano

Duran Duran - Medazzaland
Electronica

Duran Duran – Medazzaland

Duran Duran hackeando o próprio som: synths frios, clima cyberpunk e pop alternativo esquisito, mas intrigante. A saída do baixista John Taylor marcou. Um bug fascinante nos anos 90!

Strangeways - Any Day Now
AOR

Strangeways – Any Day Now

Ian Stewart assume os vocais e leva o Strangeways a um som mais maduro e introspectivo, sem abandonar as raízes melódicas do AOR.