THIS MUSIC MAY CONTAIN HOPE. é RAYE trocando o confessionário por um palco iluminado por holofotes, cordas e fumaça dramática. Em vez de repetir a ressaca emocional mais seca de My 21st Century Blues, ela sobe num cabaré-pop de luxo, mistura jazz, soul, musical, house e trilha de cinema, e canta como quem quer ganhar a discussão, o Oscar e o coração partido na mesma noite.
O disco impressiona justamente por não se comportar: é longo, excessivo, sentimental e, às vezes, até cafona de propósito. Mas quando acerta, acerta com força de final de filme. As críticas em geral compraram essa ambição, embora algumas tenham apontado momentos inchados e letras diretas demais.
Ainda assim, sobra personalidade: é um álbum que prefere exagerar a ser esquecível, e essa ousadia vira seu maior charme.
• É o segundo álbum de estúdio de RAYE e chegou em 27 de março de 2026, novamente pela Human Re Sources.
• O disco foi estruturado em quatro “estações”, com cada lado do vinil representando uma fase emocional diferente.
• RAYE descreveu o álbum como uma espécie de “remédio” pessoal, pensado para funcionar como abraço e refúgio para quem estiver num período difícil.
• “Where Is My Husband!” foi o single de apresentação e virou o segundo número 1 de RAYE no Reino Unido.
• “Nightingale Lane” ganhou performance gravada com a London Symphony Orchestra no Abbey Road Studios, o que ajuda a explicar a pompa cinematográfica do álbum.
• “Click Clack Symphony” trouxe Hans Zimmer para dentro do universo de RAYE, reforçando o lado de trilha sonora grandiosa do disco.
• “Goodbye Henry” inclui participação de Al Green, um encontro improvável e chiquérrimo entre soul clássico e drama pop contemporâneo.
• “Joy” reúne RAYE com as irmãs Amma e Absolutely, deixando o álbum mais familiar no sentido literal da palavra.
• A recepção crítica foi forte: Metacritic na faixa de meados dos 80 e Album of the Year acima de 90 no dia do lançamento.
• Mesmo entre elogios, parte da imprensa apontou excesso de duração, spoken words desnecessários e um certo gosto pelo melodrama sem freio.
Rachel Keen – voz
Músicos adicionais
Chris Hill – baixo, contrabaixo, sintetizador, arranjos
Tom Richards – piano, saxofone, programação, glockenspiel, backing vocals, arranjos
James Maddren, Matt Brooks, Ed Richardson – bateria
Paul Murray – guitarra, backing vocals
Graeme Blevins, Dan Ellis, Howard McGill, Jon Shenoy, Mike Liserge, Paul Booth, Skin – saxofones
Trevor Mires, Callum Au, Andy Wood, Nichol Thomson, Jesse McGinty, Ivan Malespin – trombones e metais
Ryan Quigley, Tom Walsh, George Hogg, Mike Davis, Tom Dennis, Augie Haas, Aaron Janik, Mike Cordone – trompetes
Danielle Bernard, Joe Webb, Tom Cawley – piano e órgão
Dan Oates, Kirsty Mangan, Matthew Ward, Paloma Deike, Sam Kennedy, Yasmeen Al-Mazeedi, Rita Andrade – violinos
Emma Owens – viola
Rachael Lander, Charlie Paxson, Distant Cowboy, Richard Phillips – violoncelos
The London Symphony Orchestra, Nashville Music Scoring Orchestra – orquestração
Flames Collective – coral
Katy Hill – soprano
Kofi-William Osafo, Grandma – spoken word
Hans Zimmer, Al Green, Grandad Michael, Abby-Lynn Keen, Lauren Keen – participações vocais e instrumentais