Poppy - Empty Hands

Empty Hands

6º álbum de estúdio​

Era

Mutação Contínua e Autoria Plena (2023–2026)

7.4

Nota média
de sites de crítica

Um disco feito para confrontar

Em Empty Hands, Poppy soa como alguém que decidiu quebrar tudo o que construiu antes para ver o que sobra em pé. O álbum troca o brilho eletrônico de Zig por guitarras densas, batidas secas e uma produção que valoriza o impacto físico do som. Há uma agressividade contida em cada faixa, como se o disco estivesse sempre prestes a explodir, mas optasse por ferir lentamente.

As músicas funcionam como mantras de exaustão e enfrentamento, com letras diretas que refletem desgaste emocional, desapego e reconstrução. A produção de Jordan Fish é enxuta e funcional, ampliando o peso sem recorrer ao excesso. Parte da crítica aponta certa repetição estrutural ao longo do tracklist, mas reconhece que essa insistência cria unidade e identidade. Empty Hands não busca conforto nem acessibilidade: é um disco áspero, intencionalmente limitado e emocionalmente honesto, que reforça a fase mais agressiva e autoconsciente da carreira de Poppy.

Destaques

5 – Unravel
2 – Bruised Sky
3 – Guardian

Menos ouvidas

12 – Ribs
13 – Empty Hands

Fatos interessantes

• Empty Hands é o primeiro álbum da Poppy produzido integralmente por Jordan Fish, marcando uma ruptura criativa clara com a fase anterior.

• A produção prioriza takes diretos e poucos overdubs, buscando um som mais físico e imediato.

• Vários críticos compararam a sonoridade do disco ao industrial rock dos anos 90, citando influências de Nine Inch Nails e Ministry.

• O álbum foi elogiado pela coesão estética, mas criticado pela repetição estrutural entre as faixas.

• As letras refletem temas recorrentes de exaustão emocional, perda de identidade e reconstrução pessoal.

• Jordan Fish descreveu o processo criativo como “restritivo por escolha”, evitando excessos de produção.

• Empty Hands apresenta um dos vocais mais agressivos da carreira de Poppy, com menos efeitos e mais ataque.

• A recepção crítica destacou o disco como um “álbum de transição”, preparando terreno para experimentações futuras.

• A estética visual da era abandona o surrealismo colorido em favor de imagens minimalistas e sombrias.

Produção

Jordan Fish

Mudança de line

Em comparação com Zig, Empty Hands marca uma mudança significativa ao encerrar a parceria criativa com Chris Greatti e incorporar Jordan Fish como principal força de produção. A troca resulta em um som mais direto e orgânico, com foco em guitarras, bateria e tensão rítmica, reduzindo o excesso eletrônico do álbum anterior e reforçando uma estética mais crua e agressiva.

Formação

Poppy – vocais
Johnuel Hasney – baixo elétrico, guitarra
Ralph Alexander – bateria

Músicos adicionais
Jordan Fish – produção, guitarra, teclados
Julian Gargiulo – guitarra, baixo elétrico, mixagem, masterização
Isaac Hale – guitarra
Stephen Harrison – guitarra
Zakk Cervini – mixagem, masterização

Se gostou, também vai gostar de...

The Cribs - Ignore the Ignorant
Alternative Rock

The Cribs – Ignore the Ignorant

Reinvenção madura e encorpada, marcada pela entrada de Johnny Marr (The Smiths) e por uma abordagem mais densa e ambiciosa.

a-ha - Memorial Beach
Alternative Rock

a-ha – Memorial Beach

Melancolia épica, funk e drama cinematográfico, revelando o a-ha em sua fase mais ousada e criativa, à beira do caos.

Outros álbuns do mesmo ano

The Cribs - Selling a Vibe
Alternative Rock

The Cribs – Selling a Vibe

Indie rock direto e maduro, com riffs clássicos e letras reflexivas; os Cribs equilibram experiência, ironia e energia sem perder identidade.

Yumi Zouma - No Love Lost to Kindness
Indie pop

Yumi Zouma – No Love Lost to Kindness

Sofisticado e mais ousado, o quinto álbum de Yumi Zouma mistura indie pop, rock e vulnerabilidade emocional em músicas diretas e cheias de energia.

Bullet - Kickstarter
Hard rock

Bullet – Kickstarter

Heavy metal direto e sem filtros: riffs acelerados, vocais rasgados e atitude old school em um retorno potente do Bullet.