Myrath - Wilderness Of Mirrors

Wilderness Of Mirrors

7º álbum de estúdio​

Era

-

8.3

Nota média
de sites de crítica

Metal do deserto em modo cinema

“Wilderness Of Mirrors” soa como uma caravana cinematográfica atravessando dunas com amplificadores ligados no talo. O Myrath mantém o seu metal progressivo temperado com melodias árabes, coros grandiosos e refrões que parecem feitos para festivais ao pôr do sol.

Desta vez, a banda pisa menos no exibicionismo técnico e mais na atmosfera, no impacto e na identidade. Há menos fogos de artifício prog à la primeiros discos, mas sobra personalidade: “The Funeral” abre como trilha de filme de fantasia, “Until the End” transforma o dueto com Elize Ryd em metal de arena com perfume oriental, e faixas como “Les Enfants Du Soleil” e “Echoes of the Fallen” reforçam esse equilíbrio entre pompa, peso e emoção.

A crítica, no geral, comprou a viagem, ainda que alguns textos apontem composição menos inspirada que em certos momentos do passado.

Destaques

2 – Until the End
1 – The Funeral
7 – Soul of My Soul

Menos ouvidas

10 – Through the Seasons
9 – Echoes of the Fallen

Fatos interessantes

• “Wilderness Of Mirrors” é o sétimo álbum de estúdio do Myrath e chegou dois anos após “Karma”.

• O disco saiu pela earMUSIC em 27 de março de 2026.

• “Until the End” traz participação de Elize Ryd, do Amaranthe, em um dos momentos mais acessíveis e grandiosos do álbum.

• Kevin Codfert descreveu o álbum em entrevista como mais ligado a texturas africanas e a uma abordagem mais cinematográfica.

• “Les Enfants Du Soleil” ganhou um coral de estudantes da Glanum Rock School, detalhe destacado em reviews do disco.

• Parte da crítica elogiou justamente o fato de o álbum soar menos obcecado por malabarismo prog e mais focado em identidade.

• Outra parte das resenhas apontou que, embora muito consistente, a composição nem sempre atinge os picos criativos dos melhores discos da banda.

• “The Funeral” e “Breathing Near the Roar” foram usados como faixas de divulgação antes do lançamento completo.

• A banda anunciou uma turnê europeia a partir de abril de 2026 para promover o álbum.

• O disco foi recebido de forma majoritariamente positiva nos reviews iniciais, com notas fortes e boa repercussão em sites de metal.

Produção

Kévin Codfert

Mudança de line

A troca importante já tinha acontecido antes, com a saída de Elyes Bouchoucha após o ciclo anterior a “Karma”, então este disco funciona mais como consolidação do que como reformulação interna.

Formação

Zaher Zorgati – voz
Malek Ben Arbia – guitarra
Anis Jouini – baixo elétrico
Morgan Berthet – bateria
Kévin Codfert – teclados, piano, vocais de apoio

Músicos adicionais
Elize Ryd – voz em “Until the End”
Charly Sahona – guitarras adicionais
Radhi Chaouali – violinos e qraqeb
Fehmi Mbarki – saz
Students from Glanum Rock School – coral em “Les Enfants Du Soleil”

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