Mayhem - Liturgy of Death

Liturgy of Death

7º álbum de estúdio​

Era

Trilogia da Guerra Interior (2014–2026)

8.4

Nota média
de sites de crítica

Sepultura negra em luto

Liturgy of Death é um testamento sombrio à longevidade e influência de Mayhem no black metal. O som do álbum mergulha nas fundações mais cruas do gênero — blast beats incessantes, guitarras tremolo rápidas e vulcânicas, tudo envolto em uma atmosfera ritualística que remete tanto à tradição norueguesa quanto ao peso existencial dos temas abordados.

A voz de Attila Csihar, agora mais versátil do que nunca, transita entre gritos animalescos e entonações quase cerimoniais, puxando o ouvinte para um espaço onde a morte é tanto fim quanto passagem. As composições evocam uma liturgia sombria, com momentos que quebram a ortodoxia do black metal e introduzem texturas inesperadas, como se Mayhem revisitasse suas próprias raízes com respeito e brutalidade.

O disco equilibra reverência ao passado com pequenas rupturas contemporâneas, resultando em uma obra que soa clássica sem ser repetitiva — uma reflexão derradeira sobre mortalidade e legado em um cenário onde poucos ainda ousam confrontar a escuridão com tanta franqueza.

Destaques

3 – Weep for Nothing
2 – Despair
6 – Realm of Endless Misery

Menos ouvidas

1 – Ephemeral Eternity (feat. Garm & Ulver)
8 – The Sentence of Absolution

Fatos interessantes

• É o 7º álbum de estúdio da banda norueguesa de black metal Mayhem, lançado em fevereiro de 2026 pelo selo Century Media.

• O álbum completa uma trilogia temática ao lado de Esoteric Warfare (2014) e Daemon (2019).

• “Ephemeral Eternity” traz vocals adicionais de Garm (Ulver), adicionando textura vocal incomum.

• A temática gira em torno da filosofia da mortalidade e transformação após a morte — um tema coerente com a carreira da banda.

• Attila Csihar é destacado por sua performance vocal versátil e expressiva ao longo do álbum.

• A recepção crítica nota que o disco se apoia fortemente na tradição do black metal ao mesmo tempo em que contém momentos mais experimentais.

• As músicas combinam blast beats furiosos com atmosferas rituais densas, mantendo a intensidade constante.

Produção

Tore Stjerna

Mudança de line

Sem mudanças significativas.

Formação

Jan Axel Blomberg – bateria
Attila Csihar – voz principal
Charles Hedger – guitarra
Morten Bergeton Iversen – guitarra
Jørn Stubberud – baixo elétrico

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