Em How Did I Get Here?, Louis Tomlinson abandona de vez a armadura do britpop melancólico que marcou seus discos anteriores e se permite brincar com cores mais vivas, grooves soltos e uma psicodelia acessível. O álbum soa como um artista que finalmente respira sem o peso da expectativa, misturando synth-pop, funk rock e indie com uma leveza quase solar, ainda que permeada por reflexões pessoais.
As guitarras ganham balanço, os teclados flertam com o retrô e a produção aposta em camadas ricas, mas menos rígidas. Liricamente, Louis segue introspectivo, falando de identidade, deslocamento e amadurecimento, porém agora com menos amargura e mais ironia. Se por um lado o disco carece de momentos realmente memoráveis e por vezes se acomoda em fórmulas seguras, por outro revela um artista mais confiante, disposto a experimentar sem romper completamente com o pop. É um álbum de transição consciente: nem revolucionário, nem acomodado, mas honesto em seu desejo de seguir em frente.
1 – Lemonade
5 – Palaces
9 – Imposter
• O álbum marca a primeira vez que Louis Tomlinson se envolve profundamente em todas as etapas criativas, da composição à produção final.
• Nicolas Rebscher atua como peça-chave do disco, tocando múltiplos instrumentos e ajudando a definir a estética psicodélica e grooveada do projeto.
• Parte das letras foi escrita durante períodos de afastamento da rotina de turnês, refletindo um momento de pausa e reavaliação pessoal.
• “Lemonade” foi pensada como um manifesto de leveza, simbolizando a tentativa de transformar experiências difíceis em algo positivo.
• O álbum amplia o uso de backing vocals em comparação aos trabalhos anteriores, criando uma sensação mais coletiva e orgânica.
• Críticos apontaram o disco como o trabalho “mais solto” da carreira de Louis, ainda que menos impactante em termos de hits imediatos.
• Há influências claras de pop psicodélico dos anos 70 misturadas a referências modernas de indie e synth-pop.
• Algumas faixas foram testadas ao vivo antes do lançamento oficial, recebendo ajustes de arranjo após a reação do público.
• O título do álbum surgiu como uma reflexão irônica sobre a trajetória inesperada do artista após o fim do One Direction.
• Apesar das críticas divididas, o disco foi amplamente elogiado pela coesão sonora e pela sensação de liberdade criativa.
Louis Tomlinson, Nico Rebscher, Joseph Cross, Mathi Wang
A principal mudança é a consolidação de Nicolas Rebscher como colaborador central, assumindo múltiplos instrumentos e ajudando a moldar a identidade sonora do disco. A entrada de músicos como Alexander Grube e Jamie Houghton fortalece a base rítmica, enquanto um time maior de backing vocals e programadores adiciona camadas e textura.
Louis Tomlinson – voz principal, backing vocals, percussão
Nicolas Rebscher – teclados, guitarra, backing vocals, baixo, percussão, bateria
Alexander Grube – baixo elétrico
Michael Blackwell – guitarra
Jamie Houghton – bateria
Músicos adicionais
Theo Hutchcraft – backing vocals, percussão
David Sneddon – teclados, backing vocals, percussão
Dan Grech-Marguerat – programação adicional
Joseph Cross – guitarra, teclados, programação
Mathi Wang – guitarra, teclados, percussão, backing vocals
Jamie Scott – backing vocals, baixo
Rob Harvey – backing vocals
Dave Gibson – backing vocals, violão acústico
Jakob Schneck, Teodora Špirić, Thomas Thurner – backing vocals