Kim Gordon - Play Me

Play Me

3º álbum de estúdio​

Era

-

7.9

Nota média
de sites de crítica

O colapso pop segundo Kim Gordon

PLAY ME soa como Kim Gordon passeando por um shopping em colapso digital, com o celular apitando, os algoritmos gritando e a dignidade da cultura pop escorrendo pelo piso frio. O disco troca parte da abrasividade torta de The Collective por batidas mais nítidas, ganchos mais reconhecíveis e um clima entre trip hop enfumaçado, trap corroído e industrial de estacionamento subterrâneo.

As críticas em geral viram força nessa concisão quase cruel, embora algumas apontem que a sátira aqui é mais direta e menos misteriosa.

Ainda assim, quando acerta, Gordon parece uma profeta cool narrando o apocalipse com cara de tédio elegante: “Not Today” e “Busy Bee” são exemplos de um álbum curto, nervoso e muito vivo, que às vezes simplifica demais o próprio veneno, mas continua estranhamente magnético.

Destaques

6 – Not Today
5 – Dirty Tech
1 – Play Me

Menos ouvidas

4 – Black Out
11 – Nail Biter

Fatos interessantes

• Este é o terceiro álbum solo de estúdio de Kim Gordon e o terceiro seguido com produção de Justin Raisen.

• O disco foi gravado no estúdio caseiro de Raisen, reforçando a pegada compacta e claustrofóbica do som.

• “Busy Bee” traz Dave Grohl na bateria, uma participação de peso em meio ao caos eletrônico do álbum.

• A mesma “Busy Bee” usa um diálogo acelerado entre Kim Gordon e Julia Cafritz retirado de uma aparição das duas no MTV Beach House nos anos 1990.

• “ByeBye25!” nasceu antes do álbum, em junho de 2025, como releitura politizada de “Bye Bye”, do disco anterior.

• A renda do single “ByeBye25!” e de sua camiseta associada foi destinada à organização Noise for Now.

• Os clipes de “Not Today”, “Dirty Tech” e “Play Me” tiveram direções de nomes diferentes, incluindo Kate e Laura Mulleavy, Moni Haworth e Barnaby Clay.

• As letras do álbum atacam política americana, cultura digital e a ascensão da IA, temas recorrentes nas resenhas publicadas no lançamento.

• A recepção crítica foi boa, mas menos entusiasmada que a de The Collective, com parte da imprensa elogiando a precisão do ataque e outra parte sentindo falta de mais ambiguidade.

• O álbum tem só 29 minutos e 55 segundos, o que ajuda a explicar por que tantas críticas destacaram sua secura e objetividade.

Produção

Justin Raisen

Mudança de line

As novidades mais visíveis são a entrada de Dave Grohl na bateria em “Busy Bee” e a participação de Julia Cafritz em diálogo sampleado na mesma faixa; por outro lado, nomes que apareciam no álbum anterior, como Sarah Register e Joe Kennedy, não retornam aqui.

Formação

Kim Gordon – voz, guitarra
Justin Raisen – sampler, baixo, bateria, programação de bateria, sintetizador, drum box, guitarra rítmica, Roland 808, Roland 909, drum machine, vocais de apoio

Músicos adicionais
Ainjel Emme – vocais de apoio
Sadpony – programação de bateria, sintetizador DX7
Julia Cafritz – diálogo
Dave Grohl – bateria
Anthony Paul Lopez – programação de bateria, foley, Roland 808, sintetizador

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