Immanuel Wilkins Quartet - Live At The Village Vanguard

Live At The Village Vanguard, Vol. 1

-º álbum de estúdio​

Era

-

8.6

Nota média
de sites de crítica

Jazz em brasa no porão sagrado

Nada aqui foi feito para tocar de fundo enquanto alguém escolhe vinho e finge prestar atenção. Live At The Village Vanguard, Vol. 1 é um disco que pede entrega total: faixas longas, tensão no talo e uma banda que improvisa como quem anda na beira do abismo sem olhar para baixo.

O quarteto soa como uma máquina de respiração coletiva, alternando fervor espiritual, disciplina pós-bop e liberdade quase litúrgica. Wilkins puxa o grupo com um fraseado cerebral e inflamado, enquanto Micah Thomas, Ryoma Takenaga e Kweku Sumbry transformam cada tema num organismo vivo, elástico e imprevisível.

Em vez do acabamento mais expansivo e convidado de Blues Blood, aqui tudo é mais cru, mais físico e mais perigoso — como se a banda tivesse trocado o estúdio por uma fogueira acesa no porão sagrado do jazz.

Destaques

3 – CHARANAM – Live (13.013)
1 – WARRIORS – Live

Menos ouvidas

4 – ETERNAL – Live
2 – COMPOSITION II – Live

Fatos interessantes

• Este é o primeiro álbum ao vivo da carreira de Immanuel Wilkins, e ele já chegou em formato ambicioso: uma trilogia gravada no Village Vanguard.

• O Volume 1 foi lançado em 20 de março de 2026, com os volumes 2 e 3 programados para 17 de abril e 15 de maio de 2026.

• As gravações que abasteceram os três volumes aconteceram em 15 e 16 de maio de 2025.

• O repertório do Volume 1 mistura três composições de Wilkins com “CHARANAM”, peça devocional de Alice Coltrane.

• “WARRIORS” já existia desde Omega, o disco de estreia de 2020, e reaparece aqui com outra musculatura, mais solta e incendiária.

• A crítica destacou que o álbum exige escuta ativa: não é jazz “decorativo”, e sim um mergulho técnico, emocional e espiritual.

• A resenha da Glide tratou o disco como uma revelação do poder improvisatório do quarteto e um triunfo coletivo.

• A Presto elogiou o modo como o álbum revive a tradição do Village Vanguard sem soar como peça de museu.

• O disco marca a entrada de Ryoma Takenaga no baixo nessa formação, substituindo Rick Rosato em relação a Blues Blood.

• Até o momento, o Album of the Year ainda não registra nota de crítica para o álbum, apenas nota de usuários.

Produção

Immanuel Wilkins Quartet

Mudança de line

Em relação a Blues Blood, a espinha dorsal permaneceu quase intacta: Immanuel Wilkins, Micah Thomas e Kweku Sumbry seguiram no barco, mas o baixo mudou de Rick Rosato para Ryoma Takenaga. Além disso, saíram os vários convidados vocais e instrumentistas do disco anterior, o que faz este álbum soar mais enxuto, direto e focado na química do quarteto em tempo real.

Formação

Immanuel Wilkins – saxofone alto
Micah Thomas – piano
Ryoma Takenaga – contrabaixo
Kweku Sumbry – bateria

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