Hellripper - Coronach

Coronach

4º álbum de estúdio​

Era

-

8.6

Nota média
de sites de crítica

O Hellripper mais épico até aqui

Coronach pega o black/speed metal do Hellripper e enfia tudo num caldeirão escocês fumegante, onde Venom, Motörhead e Bathory trombam com lendas locais, marcha fúnebre e cheiro de turfa molhada. James McBain continua acelerando como se estivesse fugindo da polícia medieval, mas aqui ele freia nos momentos certos e deixa o disco respirar com mais melodias, clima e detalhes de arranjo.

O resultado soa menos como uma coleção de porradas e mais como uma viagem por ruínas assombradas em alta rotação. As críticas foram amplamente positivas e destacaram justamente essa evolução: riffs afiados, refrães que grudam e uma ambição maior sem perder a selvageria.

Quando “Coronach” fecha o álbum com peso ritualístico, o disco deixa de ser só pancadaria satânica e vira cinema bárbaro de primeira.

Destaques

2 – Kinchyle (Goatkraft and Granite)
1 – Hunderprest
8 – Coronach

Menos ouvidas

7 – Mortercheyn
8 – Coronach

Fatos interessantes

• “Coronach” é o quarto álbum de estúdio do Hellripper e o primeiro lançado pela Century Media.

• James McBain descreveu o disco como uma exploração pessoal da cultura escocesa, passando por literatura, história, música e folclore.

• O álbum foi trabalhado ao longo de cerca de três anos, segundo a divulgação de lançamento.

• “Hunderprest”, faixa de abertura, gira em torno da história de um clérigo sinistro que volta da morte para se alimentar de sangue.

• A faixa-título fecha o disco com quase nove minutos e foi destacada por resenhas como a composição mais ambiciosa do Hellripper até hoje.

• O disco amplia a paleta sonora com piano, violino, percussão extra e gaita de fole, sem abandonar a velocidade típica do projeto.

• Várias críticas apontaram Coronach como o melhor trabalho da carreira de McBain até agora.

• No Album of the Year, o álbum estreou com média crítica 86/100 baseada em 5 resenhas.

• Kerrang! deu 4/5 e resumiu o disco como uma obra “ancient and timeless” vinda do underground mais imundo.

• O fechamento com a música “Coronach” reforça a ideia de lamento fúnebre do título e dá ao álbum um ar quase ritualístico.

Produção

James McBain

Mudança de line

James McBain segue comandando tudo sozinho. A diferença é de acabamento e expansão de paleta, com novos reforços pontuais nos arranjos, como violino, percussão extra e gaita de fole, aprofundando o lado folclórico e cinematográfico do projeto.

Formação

James McBain – vocais, guitarra, baixo, bateria, instrumentos adicionais

Músicos adicionais
Joseph Quinlan – guitarras adicionais e solo
Marianne – vocais adicionais
Jess Townsend – violino
Max Southall – percussão adicional
Antonio Rodriguez – gaita de fole

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