Full House Brew Crew - Glasgow Grin

Glasgow Grin

5º álbum de estúdio​

Era

Peso Coletivo e Expansão de Impacto (2024–2026)

8.5

Nota média
de sites de crítica

Agressão que morde o metal

Glasgow Grin soa como um soco fechado vindo de baixo para cima: seco, direto e impossível de ignorar. O Full House Brew Crew aposta em riffs musculosos, grooves esmagadores e vocais que transitam entre o rasgado agressivo e linhas mais melódicas, sempre carregadas de tensão. A produção é limpa sem ser polida demais, preservando a sujeira necessária para que cada faixa soe urgente e física.

O álbum equilibra bem peso e acessibilidade, flertando com o metalcore moderno e o death melódico sem diluir sua identidade groove. As músicas são curtas, objetivas e pensadas para impacto imediato, refletindo letras marcadas por conflitos internos, frustração e resistência. Não há grandes experimentações, mas há foco, consistência e uma sensação clara de banda no auge do controle criativo, entregando um disco agressivo, coeso e confiante.

Destaques

2 – No Gods, No Chains
5 – Free Fall
3 – The Tear

Menos ouvidas

9 – Crawling
10 – Reign Of Terror

Fatos interessantes

• O título Glasgow Grin faz referência ao infame “sorriso de Glasgow”, uma cicatriz forçada usada como metáfora para violência psicológica, sarcasmo e sobrevivência emocional.

• A banda descreveu o álbum como o mais agressivo liricamente de sua carreira, focando em temas como frustração social, autoengano e a pressão constante por performance e sucesso.

• “The Tear” foi escolhida como single por sintetizar o conceito do disco: riffs diretos, groove pesado e um refrão melódico que contrasta com a brutalidade instrumental.

• A entrada do novo baterista trouxe uma abordagem mais seca e direta, reduzindo viradas excessivas e priorizando impacto rítmico e peso constante.

• Segundo críticos europeus, o álbum aposta mais em eficiência do que em complexidade, com faixas pensadas para funcionar tanto em estúdio quanto ao vivo.

• A mixagem e masterização buscaram um som moderno, mas sem compressão exagerada, preservando dinâmica e agressividade natural das guitarras.

• Diversas reviews destacaram o disco como um “álbum de afirmação”, mostrando uma banda consciente de suas limitações e virtudes, explorando ambas com segurança.

• Apesar do clima pesado, o álbum foi composto em um período criativamente estável para a banda, refletindo mais controle emocional do que caos interno.

Produção

Saku Moilanen

Mudança de line

A banda conta agora com Chris Borméy na bateria, que estreou neste disco e trouxe uma energia renovada à seção rítmica, elevando o impacto agressivo do som.

Formação

Vagelis Karzis – voz & guitarra principal
Spiros Dafalias – baixo elétrico
Giorgios Tzatzakis – guitarra solo
Chris Borméy – bateria

Se gostou, também vai gostar de...

Fit for a King - Lonely God
Deathcore

Fit for a King – Lonely God

Metalcore intenso e emocional que mescla brutalidade e melodia, com colaborações marcantes e sonoridade cinematográfica e visceral.

Soulfly - Chama
Groove metal

Soulfly – Chama

Back to the basics com groove tribal e riffs implacáveis: Soulfly reacende a chama do metal primitivo num álbum direto e feroz.

Volumes - Mirror Touch
Metal progressivo

Volumes – Mirror Touch

Metalcore técnico com melodias acessíveis, Mirror Touch mistura agressividade e brilho pop em um disco que expande o universo do Volumes.

Outros álbuns do mesmo ano

Cory Wong - Lost in the Wonder
Funk

Cory Wong – Lost in the Wonder

Mistura funk, pop e city pop com colaborações vibrantes; Cory Wong expande seu som além do instrumental em grooves leves e cheios de personalidade.