Desert Storm - Buried Under The Weight Of Reason

Buried Under The Weight Of Reason

7º álbum de estúdio​

Era

-

7.0

Nota média
de sites de crítica

O deserto virou avalanche

Buried Under The Weight Of Reason soa como uma britadeira afinada por fãs de Sabbath que resolveram aprender sutileza sem perder o instinto de esmagar costelas. O Desert Storm continua enterrado até o pescoço no lodo do sludge e no peso do stoner, mas aqui deixa entrar mais ar, melodia e uma certa grandiosidade quase épica.

As críticas em geral apontam justamente esse equilíbrio: riffs colossais, groove viciante e uma banda mais confiante para alternar pancada, clima e tensão. “Woodsman” e “Shamanic Echoes” mostram esse lado mais expansivo, enquanto “Dripback” e “Rot To Ruin” entram como caminhões desgovernados.

Nem todo mundo comprou o disco por inteiro — houve quem sentisse certa gordura nas faixas longas —, mas o consenso pende para um álbum forte, pesado e talvez o mais completo da carreira deles até aqui.

Destaques

8 – Law Unto Myself
3 – Woodsman
2 – Shamanic Echoes

Menos ouvidas

6 – Carry The Weight
9 – Twelve Seasons

Fatos interessantes

• É o sétimo álbum de estúdio do Desert Storm e o primeiro lançado pela Heavy Psych Sounds, marcando uma nova fase para a banda.

• O disco foi gravado no Woodworm Studios, em Oxfordshire, entre janeiro e julho de 2025.

• A mixagem e a masterização ficaram com Joe Clayton, do Nø Studio, nome bastante respeitado no underground pesado britânico.

• Andrew Keyzor estreia no baixo neste álbum, substituindo Matthew Dennett após Death Rattle.

• Chris White aparece nos créditos com guitarras adicionais, reforçando ainda mais a parede de som do disco.

• “Shamanic Echoes”, “Woodsman” e “Law Unto Myself” foram usados como faixas de apresentação do álbum antes do lançamento completo.

• Reviews destacaram especialmente a evolução do grupo no uso de dinâmica, com mais espaço para trechos atmosféricos e melodias limpas.

• Kerrang! comparou o álbum a uma linhagem que passa por Orange Goblin, Cathedral, Black Sabbath, Clutch e High On Fire.

• Angry Metal Guy apontou o disco como possivelmente o melhor da carreira da banda até agora, elogiando o foco em groove e composição.

• Nem toda crítica foi totalmente entusiasmada: houve quem achasse o álbum bem executado, mas menos marcante emocionalmente do que poderia ser.

Produção

Steve “Geezer” Watkins, Stu Jones, Joe Clayton

Mudança de line

Em relação a Death Rattle, a principal mudança foi no baixo: Matthew Dennett saiu e Andrew Keyzor assumiu o posto para este disco.

Formação

Matthew Ryan – voz
Ryan Cole – guitarra
Elliot Cole – bateria
Andrew Keyzor – baixo

Músicos adicionais
Chris White – guitarras adicionais

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