Carpenter Brut - Leather Temple

Leather Temple

6º álbum de estúdio​

Era

-

8.0

Nota média
de sites de crítica

O fim épico da trilogia synthwave

Leather Temple conclui a trilogia iniciada em Leather Teeth e Leather Terror, oferecendo uma experiência sonora que funciona mais como um filme imaginário do que um disco tradicional. As produções mergulham numa estética futurista e distópica (ano 2077), com Lita Connor e o anti-herói Bret Halford em batalha contra o tirano Iron Tusk – o que cria uma narrativa épica sem precisar de letras.

A atmosfera sonora é sombria, cinematográfica e altamente detalhada: elementos de synthwave pixelado se misturam a momentos que lembram trilhas de filmes de ficção científica e videogames clássicos. Não há ganchos pop óbvios, nem refrões para cantar (o álbum é instrumental), mas isso faz o ouvinte sentir que está assistindo uma obra sci-fi pulsante.

Enquanto alguns críticos apontam que a falta de colaboradores e hooks imediatos pode torná-lo menos acessível no início, essa mesma escolha permite que Carpenter Brut explore climas, tensão e fluxo quase cinematográfico – um disco que exige ser ouvido como um todo e não em faixas isoladas.

O som equilibra o brilho retro dos anos 80 com texturas industriais, batidas eletrônicas intensas e momentos que evocam desde John Carpenter até influências de metal em energia e agressividade, mas sem abandonar sua identidade eletrônica pura.

Destaques

3 – Leather Temple
8 – The Misfits / The Rebels
9 – Speed or Perish

Menos ouvidas

10 – The End Complete
7 – Iron Sanctuary

Fatos interessantes

• É o terceiro e último capítulo da trilogia iniciada em Leather Teeth (2018) e Leather Terror (2022).

• Todo o álbum é instrumental e sem colaboradores externos.

• A narrativa segue um enredo sci-fi ambientado no ano 2077 com rebelião contra um tirano.

• Muitas faixas evocam elementos cinematográficos e lembram trilhas sonoras de jogos e filmes clássicos.

• Há uma mistura de synthwave com momentos que soam industriais e metalizados.

• Críticos elogiam a sensação de fluidez e coesão quase de trilha sonora.

• A capa e estética visual remete a neon, destruição urbana e futuros cyberpunk.

• O álbum foi lançado pelo selo No Quarter Prod.

Produção

Franck Hueso (Carpenter Brut)

Mudança de line

Leather Temple continua sendo um esforço solo de Franck Hueso e, ao contrário do álbum anterior (Leather Terror), não há participações vocais ou convidados – o disco é 100% instrumental.

Formação

Franck Hueso – produção, sintetizadores, composição

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