Antonio Carlos & Jocafi

Antonio Carlos & Jocafi JID026

13º álbum de estúdio​

Era

-

8.2

Nota média
de sites de crítica

Bahia em soul analógico

JID026 soa como se o mercado de Salvador tivesse pegado um voo noturno para Los Angeles com um terno de linho amarrotado e uma mala cheia de groove. Antonio Carlos & Jocafi continuam donos daquele balanço malandro, mas agora passeiam por uma moldura soul-jazz que deixa tudo mais sedoso, mais quente e mais “cinema de rua”.

Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad não engessam a dupla; fazem o contrário, montam uma passarela analógica para que ela desfile sua baianidade com elegância e cara de improviso. Tem forró torto, MPB ensolarada, metais que entram como fumaça de palco e linhas de baixo que amarram tudo com classe.

É um disco curto, mas cheio de textura, daqueles que parecem antigos e novos ao mesmo tempo, como um clássico encontrado por acaso numa caixa de vinis impecavelmente empoeirada.

Destaques

1 – Indigo Park
5 – Ecstatic (feat. Bonnie Raitt)
2 – Memory Palace (feat. Ezra Koenig)

Menos ouvidas

7 – North Dakota Slate Roof
10 – Take A Light Strain

Fatos interessantes

• O álbum saiu em 3 de abril de 2026 pelo selo Jazz Is Dead, com 9 faixas e cerca de 35 minutos de duração.

• A dupla foi apresentada a Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad por Beto Barreto, do BaianaSystem.

• As músicas nasceram em Los Angeles a partir de ideias levadas pela dupla e desenvolvidas de forma intuitiva no estúdio.

• A produção, gravação e mixagem ficaram com Adrian Younge no Linear Labs Studios, em Los Angeles.

• Vocais adicionais foram registrados no Marini Studio, de Kassin, no Rio de Janeiro.

• Loren Oden participa das duas faixas finais, dando ao encerramento um clima mais soul e internacional.

• “Rala-Bucho” foi lançada antes do álbum, em 6 de janeiro de 2026.

• “Quixodó” foi divulgada como uma faixa de pegada forró, com narrativa espirituosa e ritmo contagiante.

• O disco reforça a ligação histórica da dupla com a cultura baiana, algo destacado no material oficial do projeto.

• O álbum apareceu já no lançamento em espaços editoriais da Apple Music, como playlists ligadas a música do mundo e jazz global.

Produção

Adrian Younge, Ali Shaheed Muhammad

Mudança de line

Em relação a Alto da Maravilha, a dupla principal segue intacta, sem saídas nem entradas entre os membros centrais. A grande mudança está no entorno criativo: sai o foco na parceria com Russo Passapusso e na produção de Curumin, Zé Nigro e Lucas Martins, e entra a engrenagem do universo Jazz Is Dead, com Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad assumindo a direção sonora e ampliando o disco para uma paleta mais soul, analógica e cinematográfica.

Formação

Antonio Carlos – voz, composição
Jocafi – voz, violão/guitarra de nylon

Músicos adicionais
Adrian Younge – baixo elétrico, Fender Rhodes, órgão Hammond B3, guitarras, saxofones, flautas, percussão, harpa de pedais, sitar elétrico, marimba, vibrafone, sintetizadores
Ali Shaheed Muhammad – baixo elétrico, produção
Leo Costa, Marcelo “Bucater” Checchia – bateria
Gibi Dos Santos, Krishna Booker – percussão
Marcel Camargo – guitarra elétrica
Loren Oden – voz
Letícia dos Santos Pedroza, Nayana Araujo Duarte, Leonardo Bruno Baptista e Murilo Oliveira dos Santos – vocais de apoio

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