Therion - Lemuria

Lemuria

11º álbum de estúdio​

Era

Arquitetura Cósmica e Expansão Épica (2004–2010)

8.6

Nota média
de sites de crítica

O Apogeu da Ópera Metálica

Concebido como a primeira metade de um projeto duplo ambicioso, Lemuria representa o auge da fase sinfônica maximalista do Therion. O álbum abandona qualquer resquício de estrutura tradicional de banda e se apoia em orquestrações densas, coros operísticos e uma narrativa esotérica fragmentada, mais próxima de uma ópera metálica do que de um disco convencional. A produção luxuosa e o uso extensivo de vocalistas convidados reforçam o caráter épico e cerimonial da obra.

Em comparação com Secret of the Runes, o foco deixa de ser a coesão temática linear e passa a privilegiar o espetáculo sonoro absoluto. As composições são menos diretas, mas mais grandiosas, estabelecendo um novo patamar de escala para o metal sinfônico europeu e influenciando diretamente a estética do gênero na década seguinte.

Destaques

5 – Lemuria
6 – Quetzalcoatl
9 – Abraxas

Menos ouvidas

4 – Three Ships of Berik, Pt II; Victory!
10 – Feuer Overture _ Prometheus Entfesselt

Fatos interessantes

• Concebido como a primeira parte de um projeto duplo lançado simultaneamente com Sirius B.

• Gravado com orçamento incomum para o metal europeu da época, envolvendo orquestra, coro e dezenas de músicos.

• Abandona quase totalmente a ideia de “banda fixa”, funcionando como uma obra coletiva dirigida por Christofer Johnsson.

• Forte inspiração em mitologia, ocultismo e simbolismo esotérico, sem narrativa linear explícita.

• Uso intensivo de vocalistas convidados, incluindo sopranos líricos e vozes masculinas clássicas.

• Estrutura das músicas se aproxima mais de peças operísticas do que de canções tradicionais.

• Considerado por muitos fãs como o ápice do Therion sinfônico maximalista.

• Recebeu elogios pela ambição e críticas pelo excesso e falta de foco.

• Influenciou diretamente a estética de bandas de metal sinfônico na segunda metade dos anos 2000.

• Marca o ponto em que o Therion deixa definitivamente de ser apenas uma banda de metal.

Produção

Lars Nissen, Therion

Mudança de line

A banda abandona a formação enxuta e adota um modelo expansivo. Nenhuma saída formal, mas a estrutura fixa é diluída em favor de múltiplos vocalistas e músicos convidados, marcando a transição definitiva para um projeto mais conceitual e orquestral.

Formação

Christofer Johnsson – guitarras, teclados
Kristian Niemann – guitarra
Johan Niemann – baixo
Mats Levén – vocais

Piotr Wawrzeniuk – vocais adicionais
Snowy Shaw – vocais adicionais
Siri Karlsen – soprano
Lori Lewis – soprano
Richard Evensand – bateria
Steen Rasmussen – órgão Hammond
Coros e orquestra convidados

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