1914 - Viribus Unitis

Viribus Unitis

4º álbum de estúdio​

Era

Sombras do Pós-Conflito (2021–2025)

8.2

Nota média
de sites de crítica

A irmandade sob fogo e luto

Com Viribus Unitis, a 1914 amplia sua sombria tapeçaria sonora centrada na Primeira Guerra Mundial e mergulha de cabeça na temática da união sob fogo, sobrevivência e companheirismo — ao invés de apenas retratar o choque e o caos. A produção de Backlund e Lindgren traz um som mais dinâmico: guitarras melódicas que se erguem como bandeiras em meio ao estrondo, vocais limpos e ambientes orquestrais que contrastam com o growl pesado, criando um equilíbrio entre brutalidade e elegia.

As faixas narram cronologicamente de 1914 a 1919, fazendo com que o álbum funcione quase como um filme em som — sons de metralhadora, atmosferas de trincheira, momentos de silêncio antes do estrondo. Em comparação aos discos anteriores, aqui há um salto em ambição: o doom se mistura mais profundamente ao death/black, e o conceito histórico ganha camadas emocionais mais humanas, focando nos laços que se formam “com forças unidas”. O resultado é um álbum que parece tanto um memorial quanto uma ofensiva sonora — devastador, reflexivo e inesperadamente épico.

Destaques

4 – 1916 (The Südtirol Offensive)
2 – 1914 (The Siege of Przemyśl)
3 – 1915 (Easter Battle for the Zwinin Ridge)

Menos ouvidas

1 – War In (The Beginning of the Fall)
10 – War Out (The End?)

Fatos interessantes

• O título “Viribus Unitis” significa “Com forças unidas” em latim — lema pessoal do imperador austríaco Francisco José I e agora usado como símbolo de resistência.

• A banda percorre de 1914 a 1919 no álbum, narrando eventos da Primeira Guerra Mundial por meio de canções históricas e metáforas pessoais.

• Convidados especiais incluem Aaron Stainthorpe (ex-My Dying Bride) e Jerome Reuter, elevando o peso emocional com vocais distintos.

• Musicalmente, o álbum mistura blackened death, doom lento, ambiências de guerra e orquestrações — elevando o som da banda a novos patamares.

• A faixa “1915 (Easter Battle for the Zwinin Ridge)” retrata uma ofensiva real no front oriental da guerra.

• O álbum foi lançado via Napalm Records, selo que também lançou trabalhos anteriores da banda.

• A banda mantém forte o aspecto conceitual-histórico: seus membros usam pseudônimos de regimentos e divisões da Áustria-Hungria para reforçar o tema.

• Em entrevistas/promos, a banda disse que desta vez queria focar “naqueles que sobreviveram” — um contraste ao foco anterior sobre os mortos.

• A faixa de abertura “War In (The Beginning of the Fall)” tem apenas ~1 min30, funcionando como introdução cinematográfica para o caos que se segue.

• Mesmo registrando brutalidade e destruição, o álbum também sugere esperança frágil e companheirismo — algo raro no gênero extremo.

Produção

Alexander Backlund, Tony Lindgren

Mudança de line

Sem mudanças significativas

Formação

Rostislav Potoplacht – bateria
Ditmar Kumarberg – voz
Witaly Wyhovsky – guitarra
Oleksa Fisiuk – guitarra
Armen Howhannisjan – baixo

Músicos adicionais Christopher Scott – voz (faixa “1918 Pt.2: POW (Prisoner of War)”)
Aaron Aaron Stainthorpe – voz (faixa “1918 Pt.3: ADE (A Duty to Escape)”)
Jerome Reuter – voz (faixa “1919 (The Home Where I Died)”)

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