Esprit D'Air - Aeons

Aeons

4º álbum de estúdio​

Era

Odisseia do Infinito (2025–presente)

8.7

Nota média
de sites de crítica

Tempo em distorção e luz

Este álbum mergulha a banda em uma verdadeira “odisséia metálica do futuro sombrio”: as guitarras pesadas encontram sintetizadores em cachoeira, como se Linkin Park tivesse evoluído em meio a um filme cyberpunk ambientado num Japão pós-apocalíptico. Há passagens de groove nu-metal, ambientes progressivos que respiram e morrem, e explosões de energia eletrônica que lembram videogames 16-bit chocando-se com riffs de metal.

Comparado ao álbum anterior, há menos resgate nostálgico e mais avanço: a melodia e a técnica caminham lado a lado, e as linhas vocais transitam entre o gutural, o limpo emotivo e o sintetizado quase alienígena. A produção está refinada, e cada faixa parece pensar tanto no impacto imediato quanto no mundo que ela cria. Em suma: é uma montanha-russa sonora onde o tempo é personagem e o futuro se desenha em distorção, brilho e melancolia.

Destaques

3 – Shadow of Time
8 – Lost Horizon
10 – Zetsubou no Hikari

Menos ouvidas

9 – Broken Mirror
4 – Quetzalcoatl

Fatos interessantes

• O álbum foi precedido por vários singles em 2025: “Lost Horizon”, “Shadow of Time”, “Zetsubou no Hikari”, “Silver Leaf”, “Chronos”, “Broken Mirror”.

• A faixa “Lost Horizon” foi descrita como “sci-fi noir” pela crítica especializada.

• “Chronos” incorpora elementos sinfônicos, power metal e instrumentos tradicionais japoneses.

• Kai lidera o projeto e grava grande parte dos instrumentos, reafirmando o caráter autoral da banda.

• A banda apresentou faixas inéditas deste álbum durante a turnê europeia de março/abril de 2025.

• A arte do álbum remete à temática do tempo como força destrutiva e criadora.

• A duração total do disco é de 35 minutos e 48 segundos.

• Lançado de forma independente pelo selo da própria banda, Starstorm Records.

• Críticos apontam o disco como o mais ambicioso da banda até hoje.

• O título “Aeons” remete à ideia de eras e evolução, refletida na sonoridade e temática do álbum.

Produção

Kai, Takeshi Tokunaga

Mudança de line

A adição mais notável foi a maior colaboração de Takeshi Tokunaga, que além de tocar vários instrumentos, também assina a produção. A presença de Velazco na bateria reforça a continuidade da base rítmica.

Formação

Kai – voz, guitarra, baixo, sintetizador, piano
Takeshi Tokunaga – guitarra, baixo, sintetizador
Jan‑Vincent Velazco – bateria

Músicos adicionais
John Hutchins – mixagem, masterização

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