I Prevail - Violent Nature

Violent Nature

4º álbum de estúdio​

Era

Empoderamento Transformador (2022–2025)

8.0

Nota média
de sites de crítica

Uma natureza violenta, uma voz só

Este quarto álbum marca um ponto de virada para o I Prevail. A batida pesada e as guitarras enlouquecidas continuam, mas Violent Nature traz uma intensidade renovada — não só em volume, mas em emoção. Com Eric assumindo todos os vocais, há uma carga maior de vulnerabilidade, que aparece nos momentos mais limpos, contrastando com explosões guturais que mostram a raiva contida.

Algumas faixas jogam com atmosfera industrial (como em “Synthetic Soul”), outras se permitem respirar com melodias que doem, criando uma montanha-russa entre agressividade e lirismo. Em comparação com True Power, há menos divisão entre “parte pesada” vs “parte melódica por outro vocalista” — tudo está mais integrado, mais direto. Às vezes isso funciona incrivelmente bem, outras vezes parece deixar faltar aquela dualidade que era marca da banda, mas no geral Violent Nature entrega uma evolução autêntica: mais som, mais alma, menos conforto.

Destaques

5 – Violent Nature
7 – Into Hell
6 – Rain

Menos ouvidas

10 – Stay Away
8 – Crimson & Clover

Fatos interessantes

• É o primeiro álbum da banda sem Brian Burkheiser, após sua saída em 2025.

• Eric Vanlerberghe agora opera tanto nos vocais limpos quanto nos guturais, unificando os estilos vocais da banda.

• A faixa “Synthetic Soul” abre o disco com uma atmosfera que mistura industrial e metalcore, preparando terreno para contrastes de extremo a melódico.

• Músicas como “Rain” oferecem momentos mais suaves, mostrando a capacidade de respiro emocional do álbum.

• Faixas previamente lançadas (“Rain”, “Into Hell”, “Annihilate Me”) aparecem no álbum, ajudando a construir expectativa antes do lançamento completo.

• O título “Violent Nature” também nomeia uma faixa central, que se destaca por sua dureza e energia crua.

• Há uma oscilação constante entre brutalidade e intimidade, o que pode dividir os fãs mais afeitos a um ou outro extremo.

• O álbum foi lançado pela Fearless Records em 19 de setembro de 2025.

• A capa, o som e a produção sugerem uma “nova era” para a banda, com maior coesão interna no vocal e nas dinâmicas de peso.

• Alguns críticos apontam que embora o álbum tente muito, há momentos em que parece querer agradar tanto o público pesado quanto o melódico — nem sempre com total sucesso.

Produção

I Prevail

Mudança de line

Brian Burkheiser, vocalista limpo que fazia parte do duo de vocais principais, saiu da banda antes deste álbum. A partir de Violent Nature, Eric Vanlerberghe assume sozinho tanto os vocais limpos quanto os guturais. Esse é o maior e mais impactante ajuste de lineup em comparação com o álbum anterior (True Power), alterando não apenas quem canta, mas também a dinâmica vocal e expressiva da banda.

Formação

Eric Vanlerberghe – vocais limpos e guturais (unclean)
Steve Menoian – guitarra solo
Dylan Bowman – guitarra rítmica, backing vocals
Gabe Helguera – bateria
Jon Eberhard – baixo, teclados, backing vocals

Se gostou, também vai gostar de...

Bon Jovi - The Circle
Hard rock

Bon Jovi – The Circle

Bon Jovi de volta às raízes do rock, com guitarras pesadas e letras que misturam resistência e nostalgia. Menos brilho, mais alma.

Kiss - Rock and Roll Over
Hard rock

Kiss – Rock and Roll Over

Hard rock visceral e direto, com hits como “Calling Dr. Love” e “Hard Luck Woman”, capturando o KISS na forma mais intensa e energética.

Outros álbuns do mesmo ano

Soulfly - Chama
Groove metal

Soulfly – Chama

Back to the basics com groove tribal e riffs implacáveis: Soulfly reacende a chama do metal primitivo num álbum direto e feroz.

Of Mice & Men - Another Miracle
Hard rock

Of Mice & Men – Another Miracle

Metalcore moderno com peso emocional, produção cuidadosa e atmosfera expansiva: um disco que reforça a maturidade criativa da banda.

The Black Keys - No Rain
Blues rock

The Black Keys – No Rain, No Flowers

Blues-rock revigorado com alma psicodélica, colaborações refinadas e grooves dançantes: o Black Keys renasce em forma — um trio sonoro pós-tempestade.