The Black Keys - No Rain

No Rain, No Flowers

Era

Reinvenção Colaborativa e Novos Horizontes (2024–2025)

7.0

Nota média
de sites de crítica

Do caos aos grooves psicodélicos

Depois de um ano tortuoso com turnê cancelada e gestão reformulada, No Rain, No Flowers surge como um sopro de otimismo em meio ao caos. É como se os Black Keys tivessem mergulhado num banquinho de soul psicodélico, onde o groove retro dos anos 60 encontra o brilho moderno do pop adulto.

A atmosfera do álbum é vibrante — imagine um mix de blues deslizando em soul psicodélico, com toques de disco e country, como se Kacey Musgraves e DJs de garagem se juntassem para um encontro improvisado. O resultado é um disco direto, acessível, com toques de nostalgia, mas também com aquele pulso firme do Auerbach e Carney que a gente conhece. Em resumo: um álbum que se reconstrói em cima da adversidade, espirrando charme sonoro em cada riff.

Destaques

2 – The Night Before
1 – No Rain, No Flowers
3 – Babygirl

Menos ouvidas

4 – Down to Nothing
10 – A Little Too High

Fatos interessantes

• O álbum foi gravado em meio ao cancelamento de uma turnê, transformando tempo perdido em criatividade pura.

• É o primeiro disco da dupla a incluir colaboradores de renome como Rick Nowels, Daniel Tashian e Scott Storch.

• O título “No Rain, No Flowers” reflete a filosofia da banda sobre enfrentar crise para florescer.

• Há influências claras do soul psicodélico dos anos 60 e do disco, uma guinada sonora em relação aos riffs crus dos discos anteriores.

• A faixa “Neon Moon” fecha o álbum com um clima etéreo reminiscente de Golden Hour.

• The Black Keys lançaram quatro álbuns em cinco anos até 2025 — impressionante volume de trabalho.

• Apesar da vibe retrô, o álbum soa coerente e atual, com produção polida e cheia de nuances.

Produção

The Black Keys (Dan Auerbach e Patrick Carney) junto com Rick Nowels, Daniel Tashian e Scott Storch como co-produtores em algumas faixas

Mudança de line

A principal novidade está no envolvimento de colaboradores externos de alto nível (Rick Nowels, Daniel Tashian e Scott Storch), ao contrário do álbum anterior Ohio Players, que contou apenas com breve participação de artistas convidados como Beck e Noel Gallagher.

Formação

Dan Auerbach – voz principal, guitarra, outros instrumentos variados (como baixo, kazoo, máquina de bateria, sintetizador)
Patrick Carney – bateria, produção, outros instrumentos variados

Músicos adicionais
Rick Nowels – teclados, piano, sintetizadores, guitarra acústica, arranjos diversos
Daniel Tashian – vocais de apoio, Mellotron, baixo, piano, vocoder, percussão
Scott Storch – teclados e sintetizadores variados
Sam Bacco – percussão variada (bongôs, congas, timbales, maracas etc.)
Além de arranjos de metais, cordas e vocais de apoio detalhados nos créditos, com músicos como Jake Botts, Ray Mason, Leon Michels, Desmond Child, entre outros

Se gostou, também vai gostar de...

Larkin Poe - Kindred Spirits
Blues rock

Larkin Poe – Kindred Spirits

Clássicos repaginados com alma roots, blues visceral e harmonias íntimas pelas irmãs Lovell – covers com autenticidade e emoção.

Bad Company - Straight Shooter
Blues rock

Bad Company – Straight Shooter

Com faixas como “Feel Like Makin’ Love”, o segundo álbum consolidou o sucesso, mesclando baladas e rock com maestria.​

Joe Bonamassa - Blues Deluxe Vol. 2
Blues rock

Joe Bonamassa – Blues Deluxe Vol. 2

Blues autêntico com covers clássicos e originais, produção natural e solos intensos: a evolução de Bonamassa sem perder a essência.

Outros álbuns do mesmo ano

Crown Lands - Ritual II (EP)
Instrumental

Crown Lands – Ritual II (EP)

Ambient prog instrumental com percussões tribais e flautas etéreas: Crown Lands explora um universo meditativo e ritualístico neste segundo EP do projeto Ritual.

The Wytches - Talking Machine
Garage rock psicodélico

The Wytches – Talking Machine

Garage psicodélico cru e gravado ao vivo: Talking Machine mostra o The Wytches mais intenso, humano e inquietante de toda a carreira.