Pulp - It

It

1º álbum de estúdio​

Era

Sombras e Subterrâneos (1983–1992)

6.8

Nota média
de sites de crítica

Folclore ingênuo antes da provocação

Em It, Pulp ainda está encontrando sua voz – longe do charme sex-pop que viria nos anos 90, o som é uma mistura intimista de folk e indie pop, entremeado por toques de trombone e teclados suaves, como se Leonard Cohen e Scott Walker tivessem se encontrado num estúdio inglês. O álbum soa como um Jarvis ainda em formação, balançando entre letras delicadas (“My Lighthouse”) e incursões ainda tímidas na sensualidade (“Wishful Thinking”) que ele dominaria mais tarde.

A produção de Simon Hinkler dá ao disco um ar cru e inocente, quase acústico, onde cada acorde e cada sopro de trombone tem espaço para respirar. É um registro doce e ingênuo, que revela menos o Jarvis provocador dos hits e mais o garoto de Sheffield em busca de identidade sonora—um belo ensaio do que viria, mesmo que ainda claudicante em comparação aos trabalhos posteriores.
https://www.youtube.com/watch?v=mimTbzWkps8&ab_channel=Pulp-Topic

Destaques

1 – My Lighthouse
2 – Wishful Thinking
3 – Joking Aside

Menos ouvidas

4 – Boats and Trains
7 – In Many Ways

Fatos interessantes

• Lançado em 18 de abril de 1983, foi prensado em apenas 2.000 cópias, tornando-se raro entre colecionadores.

• O título “It” forma o trocadilho “Pulp‑it” (púlpito), ideia de “pregar” para o público.

• Regravado e relançado em 1994 pela Cherry Red, mas retirado devido a problemas de direitos, e relançado novamente pela Fire Records no mesmo ano.

• Em 2012, ganhou relançamento remasterizado com faixas bônus via Fire Records.

• O som remete a influências de Leonard Cohen e Scott Walker, com clima folk-indie.

• Ofuscado pelos discos posteriores, é hoje fundamental para entender a evolução da banda.

• A formação aqui difere significativamente da consagrada nos anos 90, mantendo somente Jarvis e o baterista Wayne Furniss da fase Peel Sessions.

• Faixas notáveis como “My Lighthouse” já delineiam a habilidade lírica de Cocker, ainda que de forma mais ingênua.

Produção

Simon Hinkler

Mudança de line

Comparado ao EP/Peel Session anterior (1982), saíram: Peter Dalton, Ian Dalton e outros membros iniciais. Entraram nesse álbum: Simon Hinkler, Peter Boam, David Hinkler e Wayne Furniss. Essas mudanças ocorreram principalmente pela saída de integrantes que foram para a universidade, e a nova formação trouxe um som mais acústico e folk, mudando o rumo da banda.

Formação

Jarvis Cocker – voz, guitarra
Simon Hinkler – baixo elétrico, piano, guitarra, mandolim
Peter Boam – guitarra, teclados, piano
David Hinkler – teclados, trombone
Wayne Furniss – guitarra, baixo
Garry Wilson (Beefy Garry O) – bateria

Músicos adicionais
Jill Taylor – backing vocals
Saskia Cocker – backing vocals

Se gostou, também vai gostar de...

Morrissey - Maladjusted
Indie pop

Morrissey – Maladjusted

Um álbum sombrio e introspectivo, onde Morrissey mistura melancolia e controvérsia, encerrando sua fase dos anos 90 com sutileza.

Dodie - Hot Mess (EP)
Indie pop

Dodie – Hot Mess (EP)

Um retrato emocional de dodie: letras confessionais, produção minimalista e um toque agridoce que transforma o caos em beleza sonora.

Dodie - Live at Metropolis (EP)
Ao Vivo

Dodie – Live at Metropolis (EP)

Performance acústica íntima no estúdio Metropolis, mostrando dodie em seu modo mais cru e emocional, sem artifícios.

Outros álbuns do mesmo ano

Talking Heads - Speaking in Tongues
Funk rock

Talking Heads – Speaking in Tongues

Uma fusão vibrante de funk, new wave e art rock, onde os Talking Heads exploram ritmos hipnóticos e letras enigmáticas com liberdade criativa.

Metallica - Kill 'Em All
Metal

Metallica – Kill ‘Em All

Kill ‘Em All é thrash metal na veia: velocidade insana, riffs explosivos e fúria técnica em hinos como “Seek & Destroy” e “Whiplash”. Puro caos controlado!

Misfits - Earth A.D./Wolfs Blood
Horror punk

Misfits – Earth A.D./Wolfs Blood

Álbum punk visceral, cru e acelerado, misturando horror gótico e riffs rápidos. É o punk sem filtro, indo direto ao caos.