Caetano Veloso - Livro

Livro

23º álbum de estúdio​

Era

Palavra e Canção (1997–2002)

8.5

Nota média
de sites de crítica

Poesia, percussão e provocação

Em “Livro”, Caetano Veloso abre as páginas de um diário musical que mistura erudição e batucada. O álbum é uma colagem tropicalista onde samba, jazz, rap e música clássica se encontram sem cerimônia. Imagine Miles Davis tomando um banho de axé na Bahia, com Castro Alves declamando ao fundo.

A produção de Jaques Morelenbaum dá um toque cinematográfico às faixas, com arranjos que vão do dodecafônico (“Doideca”) ao afoxé (“O Navio Negreiro”). Caetano brinca com a linguagem, homenageia Tom Jobim (“Um Tom”) e revisita clássicos como “Na Baixa do Sapateiro”. É um disco que desafia rótulos e reafirma a genialidade inquieta do artista.

Destaques

3 – Onde o Rio É Mais Baiano
10 – Não Enche
2 – Livros

Menos ouvidas

7 – Um Tom
14 – Pra Ninguém

Fatos interessantes

• “Livro” venceu o Grammy de Melhor Álbum de World Music em 2000.

• O álbum foi lançado simultaneamente ao livro “Verdade Tropical”, também de Caetano.

• A faixa “Doideca” faz referência à técnica dodecafônica de composição.

• “O Navio Negreiro” é uma adaptação musical do poema homônimo de Castro Alves.

• “How Beautiful Could a Being Be” foi composta por Moreno Veloso, filho de Caetano.

• A capa do álbum é uma pintura de Luiz Zerbini, artista plástico brasileiro.

• “Não Enche” tornou-se um dos maiores sucessos radiofônicos do disco.

• O álbum mescla ritmos baianos com influências de jazz e música clássica.

• “Livro” é considerado um dos álbuns mais experimentais da carreira de Caetano.

• A produção do álbum ocorreu em estúdios do Rio de Janeiro em 1997.

Produção

Caetano Veloso, Jaques Morelenbaum

Mudança de line

Caetano manteve a colaboração com Jaques Morelenbaum e músicos recorrentes, como Luiz Brasil e Marcelo Costa. A principal novidade foi a participação de seu filho, Moreno Veloso, que compôs e cantou a faixa “How Beautiful Could a Being Be”.

Formação

Caetano Veloso – voz, violão, piano, palmas
Jaques Morelenbaum – violoncelo, arranjos, palmas
Luiz Brasil – guitarra acústica, agogô, arranjos
Zeca Assumpção – baixo acústico
Marcelo Costa – percussão

Músicos adicionais
Moreno Veloso – voz (faixa 8)
Maria Bethânia – voz (faixa 9)
Carlinhos Brown – percussão (faixa 9)
Alceu Reis, Yura Ranevsky, Marcelo Salles, Márcio Mallard – violoncelos (faixas 2, 4, 6, 11, 14)
Hudson Nogueira – saxofone alto
Dadi – arranjos

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