The Clash - Cut the Crap

Cut the Crap

6º álbum de estúdio​

Era

Desintegração do Fim (1983–1985)

2.0

Nota média
de sites de crítica

Corte o Resto, Deixe o Clássico

Cut the Crap foi o álbum de despedida dos Clash, lançado em 1985, mas, sinceramente, é mais como um “ponto final” que ninguém queria. Em um momento em que a banda estava dilacerada, esse disco surge como um esforço forçado, quase como se fosse uma colcha de retalhos de ideias que não se encaixaram.

A produção pesada e as letras simplistas mostram um Clash tentando se reinventar na onda do rock mais simples e direto, mas sem a alma e complexidade dos trabalhos anteriores. É como um tio tentando entrar na dança das novas gerações, mas com os passos errados e o som perdido no meio. Em comparação com o legado anterior, Cut the Crap soa mais como uma tentativa de rock simplificado com fórmulas gastas, e mal encaixa com a essência explosiva e criativa que a banda sempre foi.

Destaques

7. This Is England
3. We Are Clash
2. Dirty Punk

Menos ouvidas

12. Life is Wild
10. Fingerpoppin’

Fatos interessantes

• Gravação: Entre janeiro e fevereiro de 1985, no Weryton Studios, perto de Munique, Alemanha, com algumas partes em Londres.​

• Motivo para estúdio alemão: Questões financeiras e legais, incluindo disputas sobre o uso do nome “The Clash”.​

• Produtor: Bernie Rhodes, creditado como “José Unidos”.​

• Saída de Mick Jones e Topper Headon; substituídos por Vince White, Nick Sheppard e Pete Howard.​

• Introdução de caixas de ritmos programadas e técnicas de sampleamento, buscando competir com o uso de sintetizadores de Jones.​

• Desentendimentos entre Strummer e Rhodes sobre a direção musical; substituição de Howard por bateria eletrônica, o que gerou críticas posteriores.​

• Amigos e familiares contribuíram com vocais de fundo, criando um ambiente mais colaborativo em meio às tensões.​

• “This Is England” foi bem recebida, destacando-se como uma das melhores faixas do álbum.​

• O álbum é frequentemente visto como uma tentativa de inovação que não conseguiu capturar a essência dos trabalhos anteriores da banda.

Produção

Jose Unidos (Bernard Rhodes)

Mudança de line

Saída da banda inteira, ficando só o Joe Strummer. Paul Simonon (baixo) é creditado, mas não participou do álbum

Formação

Joe Strummer – vocais principais; guitarras
Nick Sheppard – guitarra; vocais principais em “North and South”
Vince White – guitarras adicionais
Pete Howard – não participou do álbum
Paul Simonon – não participou do álbum

Norman Watt-Roy – baixo
Hermann Weindorf (como “Herman Young Wagner”) – teclados; sintetizadores
Michael Fayne – programação Yamaha RX-11; vocais em “Play to Win”

Se gostou, também vai gostar de...

Misfits - American Psycho
Horror punk

Misfits – American Psycho

Hardcore punk com toques de metal, com um vocal mais melódico da estréia de Michale Graves e uma produção crua, inspirada no horror e no cinema.

Misfits - The Devil's Rain
Horror punk

Misfits – The Devil’s Rain

Som clássico do Misfits com uma pegada mais metal e temáticas de terror, mas peca pela falta de inovação. Energético, mas previsível.

Depeche Mode - Construction Time Again
New Wave

Depeche Mode – Construction Time Again

Aqui, a banda adota uma abordagem industrial e politizada, iniciando uma fase experimental – e a Trilogia Berlinense – em sua carreira musical.

Outros álbuns do mesmo ano

Kiss - Asylum
Glam metal

Kiss – Asylum

13º álbum do Kiss, assinala entrada de Bruce Kulick, som glam/hard rock, produção mais polida e refrão marcante em “Tears Are Falling”.

Talking Heads - Little Creatures
New Wave

Talking Heads – Little Creatures

Uma viagem sonora pela América cotidiana, onde o pop encontra o country e os Talking Heads mostram seu lado mais acessível e irônico.