The Clash - The Clash

The Clash

1º álbum de estúdio​

Era

Rebelião Punk (1977–1978)

8.1

Nota média
de sites de crítica

O Punk em Estado Bruto

O disco de estreia do The Clash (1977) é punk na sua forma mais pura e esculachada: três acordes cuspidos com fúria juvenil, letras inflamadas sobre desemprego, política e rebeldia, e uma produção tão crua que parece que a banda está tocando na sua cara. Joe Strummer e Mick Jones dividem os vocais como dois moleques gritando de um telhado em Londres, enquanto Paul Simonon e Topper Headon seguram a base com a pegada de um trem desgovernado.

Ouvindo hoje, é fácil sacar a influência do Ramones na simplicidade das composições, mas o Clash já flertava com reggae em “Police & Thieves” e tinha um senso de urgência mais britânico, menos “diversão sem destino”. Comparado aos trabalhos posteriores, falta a sofisticação de London Calling ou a diversidade de Sandinista!, mas esse é o Clash no seu estágio mais instintivo—revolucionário, raivoso e absolutamente essencial.

Destaques

12. Police & Thieves
4. White Riot
1. Janie Jones

Menos ouvidas

13. 48 Hours
11. Protex Blue

Fatos interessantes

• O álbum foi produzido por Mickey Foote, técnico de som da banda, que não possuía experiência prévia em estúdios profissionais. Essa escolha resultou em uma sonoridade crua e direta, característica marcante do disco. ​

• Devido à sua produção pouco convencional, a gravadora CBS americana decidiu não lançar o álbum nos Estados Unidos inicialmente. O disco só foi disponibilizado por lá em 1979, com várias faixas alteradas em relação à versão original. ​

• Além do punk rock, o álbum já mostrava a versatilidade da banda ao incluir uma versão de “Police & Thieves”, de Junior Murvin, introduzindo elementos de reggae que seriam mais explorados nos trabalhos seguintes. ​

• Durante as gravações, o baterista Terry Chimes já havia deixado a banda, mas retornou temporariamente para as sessões. Após as gravações, ele saiu definitivamente, sendo substituído por Topper Headon, completando a formação clássica do The Clash. ​

• Desde seu lançamento, o álbum é frequentemente incluído em listas dos melhores discos da história do rock, destacando-se como um retrato fiel do contexto social, cultural e político da segunda metade dos anos 1970. ​

Produção

Mickey Foote

Mudança de line

Primeira formação

Formação

Joe Strummer – vocais principais e de apoio, guitarra rítmica, guitarra solo em “48 Hours”, piano e produção na versão dos EUA
Mick Jones – guitarra solo, vocais de apoio e principais, produção na versão dos EUA
Paul Simonon – baixo, produção na versão dos EUA
Terry Chimes (creditado como “Tory Crimes”) – bateria, produção na versão do Reino Unido
Topper Headon – bateria nas faixas 1, 4, 6 e 8 do lado um e na faixa 6 do lado dois na versão dos EUA, produção na versão dos EUA

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