Sunn O))) - Sunn O)))

Sunn O)))

10º álbum de estúdio​

Era

-

8.2

Nota média
de sites de crítica

Drone para mover placas tectônicas

Sunn O))) soa como uma montanha aprendendo a respirar. Em vez de empilhar participações e ornamentos, a dupla volta ao osso do próprio método: guitarra em volume tectônico, feedback como neblina tóxica e tempo correndo em câmera geológica.

O truque é que esse “retorno ao básico” não tem nada de simples. As gravações em Bear Creek deixam entrar água, vento, bosque e um senso de paisagem que faz o disco parecer menos um álbum e mais uma trilha para um ritual pagão no meio do Pacífico Noroeste. A crítica pescou bem esse ponto: é um trabalho mais acessível para os padrões da banda, mas sem perder a força de esmagar costelas espirituais.

Quando o piano aparece em “Glory Black”, é como ver uma vela acesa dentro de uma pedreira.

Destaques

3 – Menina Do Tororó
1 – Rala-Bucho
4 – Tá Com Medo Por Quê?

Menos ouvidas

7 – Um Abraço No Adrian
9 – Loca Pasión

Fatos interessantes

• É o décimo álbum de estúdio da banda e o primeiro full-length lançado pela Sub Pop.

• O disco foi gravado no Bear Creek Studios, em Woodinville, Washington, em janeiro de 2025.

• A ambientação rural do estúdio influenciou diretamente o som e a concepção do álbum.

• O álbum incorpora sons do ambiente externo, como água corrente e ruídos captados fora do estúdio.

• Brad Wood co-produziu, gravou e mixou o disco ao lado da dupla.

• A arte usa pinturas de Mark Rothko na capa e contracapa.

• Robert Macfarlane assina os textos de encarte do álbum.

• “Glory Black” e “Butch’s Guns” saíram como singles antes do lançamento do disco.

• A recepção crítica inicial foi fortíssima, com aclamação universal no Metacritic.

• Vários críticos destacaram o álbum como uma volta ao núcleo sonoro da banda, mas com um lado mais contemplativo e até “acolhedor” no meio do caos.

Produção

Brad Wood, Greg Anderson, Stephen O’Malley

Mudança de line

Em relação a Pyroclasts, Sunn O))) abandona a configuração mais aberta e colaborativa e volta ao formato estritamente de dupla. Saem do quadro daquele álbum nomes como Hildur Guðnadóttir, Tim Midyett e Tos Nieuwenhuizen, enquanto ninguém entra formalmente no novo disco. A mudança parece artística: o próprio material promocional e a imprensa destacam a intenção de Anderson e O’Malley de retomar um som mais primal, focado só na interação entre os dois.

Formação

Greg Anderson – baixo, guitarra, piano, sintetizador
Stephen O’Malley – baixo, guitarra, piano, sintetizador

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