Corrosion of Conformity - Good God / Baad Man

Good God / Baad Man

11º álbum de estúdio​

Era

-

8.2

Nota média
de sites de crítica

O C.O.C. de botas sujas

Good God / Baad Man soa como um boteco enfumaçado pegando fogo ao mesmo tempo em que uma garagem punk resolve tocar boogie setentista sem pedir licença. É um disco duplo que transforma luto, estrada e teimosia em riff grosso, groove sujo e muito músculo sulista.

Na metade “Good God”, o C.O.C. pisa mais fundo no acelerador e cospe faixas mais ríspidas, com cheiro de hardcore envelhecido em barril de bourbon; na “Baad Man”, a banda abre espaço para balanço, blues torto, psicodelia empoeirada e aquele rock de beira de estrada que parece sorrir com dente quebrado. A recepção tem sido majoritariamente forte, e faz sentido: o álbum não tenta repetir Deliverance ou Wiseblood como xerox nostálgica.

Ele pega esses fantasmas, dá uma garrafada carinhosa neles e segue em frente com personalidade, peso e uma liberdade que deixa tudo mais vivo.

Destaques

2 – You Or Me
3 – Gimme Some Moore
10 – Asleep On The Killing Floor

Menos ouvidas

9 – Mandra Sonos
13 – Brickman

Fatos interessantes

• É o primeiro álbum de estúdio da banda desde No Cross No Crown, encerrando um hiato de oito anos.

• O disco foi concebido como álbum duplo porque Pepper Keenan e Woody Weatherman sentiram que o material seguia duas direções distintas.

• A parte “Good God” foi descrita pela própria banda como a mais pesada e irritada; “Baad Man” puxa mais para o rock de pancadaria e o groove setentista.

• As gravações passaram por três lugares bem diferentes: Blak Shak Studios em Riffissippi, Dockside Studios na Louisiana e o estúdio caseiro de Barry Gibb em Miami.

• Warren Riker, vencedor do Grammy, assinou a produção do álbum.

• Bobby Landgraf estreia em estúdio com o C.O.C. neste trabalho, substituindo Mike Dean no baixo.

• Stanton Moore voltou para gravar bateria com a banda 21 anos após In the Arms of God.

• “Gimme Some Moore” saiu como primeiro single e traz participações de Al Jourgensen e Monte Pittman.

• “Forever Amplified” fecha o disco com participação de Anjelika “Jelly” Joseph e funciona como homenagem aos amigos que a banda perdeu, incluindo Reed Mullin.

• A crítica inicial tem pendido para o positivo, destacando a energia orgânica, a liberdade criativa e a mistura de sludge, boogie e southern rock.

Produção

Warren Riker

Mudança de line

Em relação a No Cross No Crown, a banda perdeu dois pilares: Reed Mullin morreu em 2020 e Mike Dean deixou o grupo em 2024, citando o peso emocional da perda de Mullin e a distância física em relação aos demais integrantes. Para este disco, Bobby Landgraf assumiu o baixo e Stanton Moore voltou para gravar a bateria; pouco antes do lançamento, Nick Shabatura foi anunciado apenas como baterista de turnê.

Formação

Pepper Keenan – voz, guitarra rítmica
Woody Weatherman – guitarra solo
Bobby Landgraf – baixo
Stanton Moore – bateria

Músicos adicionais
Anjelika “Jelly” Joseph – voz adicional em “Forever Amplified”
Al Jourgensen – backing vocals em “Gimme Some Moore”
Monte Pittman – guitarra adicional em “Gimme Some Moore”

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