Ego Ella May - Good Intentions

Good Intentions

2º álbum de estúdio​

Era

-

7.5

Nota média
de sites de crítica

Delicadeza, groove e nervo

Good Intentions soa como uma manhã de domingo que acordou politizada, romântica e um pouco assombrada. Ego Ella May troca o aconchego mais linear do debut por um disco que respira mais fundo, abre as janelas e deixa entrar jazz, broken beat, neo-soul e uma vulnerabilidade sem maquiagem.

O resultado é elegante sem virar peça de museu: tem faixa que balança como café forte, faixa que flutua como incenso, e faixa que acerta em cheio com a delicadeza de quem sorri enquanto desmonta o mundo. Quando fala de amor, identidade, comunidade e deslocamento, ela evita o melodrama e prefere a sutileza que fica ecoando depois.

As críticas foram majoritariamente positivas, destacando justamente essa segurança serena e a expansão do repertório; talvez não seja um álbum de fogos de artifício, mas é daqueles que crescem no corpo, não no grito.

Destaques

5 – What You Waiting For
10 – What We Do
6 – We’re Not Free

Menos ouvidas

1 – Hold On
2 – Footwork

Fatos interessantes

• Good Intentions é o segundo álbum de estúdio de Ego Ella May, chegando seis anos depois de Honey For Wounds.

• O disco tem 12 faixas e cerca de 48 minutos de duração.

• A sonoridade foi descrita por veículos como uma mistura de neo-soul, R&B, soul e jazz com forte sensação de calor e intimidade.

• A própria Ego disse que o título nasceu da vontade de criar sem repetir a fórmula do álbum anterior e sem tentar agradar expectativas externas.

• “We’re Not Free” leva o álbum para um campo explicitamente político, com letras sobre direitos trans, desigualdade e empatia coletiva.

• “Potluck Baby” aborda identidade, diáspora e a dor de não dominar a língua da própria herança familiar.

• “Don’t Take My Lover Away” foi apresentada por Ego como uma canção muito pessoal sobre o medo de perder o marido.

• “Hold On” tem participação vocal adicional de Rosie Lowe, enquanto a faixa-título traz vocais adicionais de J Warner.

• As resenhas destacaram o disco como mais ambicioso e estilisticamente mais amplo que o debut, sem perder a delicadeza da interpretação.

• Entre os produtores e colaboradores do álbum aparecem Tom Excell, Alfa Mist, Wu-Lu, LVTHER, Melo Zed, TAVE e Beat Butcha.

Produção

Ego Ella May, Tom Excell, Alfa Mist, LVTHER, Melo Zed, TAVE, Wu-Lu, Beat Butcha, Ben Nartey, EUN, Jordan Grant

Mudança de line

A principal mudança está no círculo criativo: Good Intentions amplia o leque de colaboradores e produtores, com nomes como Tom Excell, Alfa Mist, Melo Zed, LVTHER, TAVE e Wu-Lu ajudando a empurrar o som para um terreno mais expansivo, coletivo e menos preso à atmosfera do disco anterior.

Formação

Ego Ella May – voz, composição

Músicos adicionais
J Warner – vocais adicionais
Rosie Lowe – vocais adicionais
Amane Suganami, Ben Oyortey Jr, Lewis Dransfield, Zachary Cayenne-Elliott, Steve Octave, Karl Vanden Bossche, Simon Huber, Jack Birchwood, Gracie Sprout, Léonie Barbot, Miles Romans-Hopcraft, Tom Leif, Romarna Campbell, Jordan T Hadfield – instrumentos não especificados nas fontes consultadas

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