Axel Rudi Pell - Ghost Town

Ghost Town

23º álbum de estúdio​

Era

-

7.4

Nota média
de sites de crítica

Metal clássico em piloto firme

“Ghost Town” não reinventa a roda, mas também não tropeça nela: é Axel Rudi Pell fazendo exatamente o que sabe, com a segurança de quem dirige um muscle car antigo sem precisar olhar para o câmbio. O disco aposta naquele hard/heavy melódico musculoso, cheio de riffs nobres, refrães amplos e solos que ainda cheiram a Rainbow, Deep Purple e couro gasto de estrada.

O trunfo é que a fórmula vem polida o bastante para soar confortável sem virar piloto automático total. “Breaking Seals”, com Udo Dirkschneider, entra como o momento mais cascudo, enquanto “Ghost Town”, “Hurricane” e “Sanity” seguram o lado mais direto. Já as baladas e faixas sombrias mantêm a tradição dramática de Pell.

Pelas críticas, o consenso é claro: não é um pico de carreira, mas é um disco sólido, confiável e muito competente dentro do mundo particular que ele construiu.

Destaques

2 – Guillotine Walk
4 – Ghost Town
8 – Sanity

Menos ouvidas

1 – The Regicide (Intro)
11 – Higher Call

Fatos interessantes

• “Ghost Town” saiu em 20 de março de 2026 pela SPV/Steamhammer, mesma gravadora ligada à carreira solo de Pell desde o fim dos anos 1980.

• O álbum foi gravado com apoio técnico de Tommy Geiger e sessões no Blind Guardian Studios, em Grefrath.

• “Breaking Seals” marcou a primeira colaboração de Axel Rudi Pell com Udo Dirkschneider em toda a carreira solo.

• O disco tem 11 faixas e abre com mais uma intro instrumental, “The Regicide”, mantendo uma tradição bem característica dos álbuns de Pell.

• A imprensa especializada destacou a consistência da banda, mas várias resenhas apontaram que o álbum é menos memorável que “Risen Symbol”.

• A presença de Johnny Gioeli segue como um dos pilares do som de Pell; ele canta com o guitarrista desde 1998.

• “Ghost Town” foi descrita oficialmente como uma faixa rápida e assombrada, com clima que remete ao primeiro Rainbow.

• A crítica da Rock Hard deu 8,0, enquanto a metal.de foi bem mais fria com 6/10, mostrando uma recepção positiva, mas não unânime.

Produção

Axel Rudi Pell

Mudança de line

Manteve a mesma espinha dorsal de Johnny Gioeli, Volker Krawczak, Bobby Rondinelli e Ferdy Doernberg, sinal de uma fase bem estabilizada e sem trocas relevantes de integrantes entre um disco e outro.

Formação

Axel Rudi Pell – guitarra
Johnny Gioeli – voz
Volker Krawczak – baixo elétrico
Bobby Rondinelli – bateria
Ferdy Doernberg – teclados

Músicos adicionais
Udo Dirkschneider – voz em “Breaking Seals”

Se gostou, também vai gostar de...

Cher - Heart of Stone
Hard rock

Cher – Heart of Stone

Pop-rock poderoso com refrões marcantes e baladas emocionais: Cher conquista os anos 80 com força vocal e produção grandiosa.

Living Colour - Vivid
Funk metal

Living Colour – Vivid

Fusão de rock, funk e metal com atitude e crítica social — debut poderoso que impressiona pela técnica, alma e mensagens contundentes.

Van Halen - 5150
Glam metal

Van Halen – 5150

Van Halen repaginado com Sammy Hagar, misturando hard rock com sintetizadores oitentistas. Riffs dançantes e baladas românticas definem a nova fase.

Outros álbuns do mesmo ano

Buck Meek - The Mirror
Americana

Buck Meek – The Mirror

Americana introspectiva com toques eletrônicos, letras sobre amor e auto-descoberta e produção envolvente que expande o som folk tradicional.

Poppy - Empty Hands
Alternative Rock

Poppy – Empty Hands

Rock industrial direto e abrasivo, com guitarras pesadas e letras de desgaste emocional. Empty Hands é confronto, não alívio.

The Cribs - Selling a Vibe
Alternative Rock

The Cribs – Selling a Vibe

Indie rock direto e maduro, com riffs clássicos e letras reflexivas; os Cribs equilibram experiência, ironia e energia sem perder identidade.