
The Wallflowers – Bringing Down the Horse
O grande salto da banda: roots rock lapidado, hits imensos e o disco que transformou Jakob Dylan em nome de primeira linha.

Formado em Los Angeles no fim dos anos 1980 por Jakob Dylan e Tobi Miller, o The Wallflowers surgiu num momento em que o rock americano buscava novas identidades após o auge do college rock e do grunge. O debut de 1992 teve boa recepção crítica, mas foi com Bringing Down the Horse, em 1996, que o grupo encontrou sua voz definitiva e alcançou grande projeção.
Ancorada na escrita de Jakob Dylan, a banda consolidou um som elegante, melódico e adulto, cruzando roots rock, folk rock e radio rock noventista. Mesmo com mudanças frequentes de formação, o nome se manteve relevante por hits como “One Headlight” e por uma trajetória marcada por consistência, turnês e retornos em diferentes fases, mais tarde assumindo um perfil cada vez mais centrado em Dylan.
Quer começar a ouvir the Wallflowers? Temos um bom caminho para você conhecer os álbuns de mais destaque da banda:

O grande salto da banda: roots rock lapidado, hits imensos e o disco que transformou Jakob Dylan em nome de primeira linha.

Pós-sucesso mais denso e musculoso, trocando a grandiosidade do antecessor por tensão e intimidade.

Volta energética e menos nostálgica, com produção viva e espírito de reinício após o hiato.
Mas lembre-se: escutar a discografia inteira é a melhor maneira de conhecer o trabalho da banda. Sempre.
Histórico de notas da discografia, feita sobre a média das notas disponíveis pela internet – entre público e críticos.
Nascida do circuito de clubes de Los Angeles, a banda começa como um grupo de roots rock e rock alternativo ainda com espírito coletivo mais definido, antes de se consolidar cada vez mais em torno da escrita de Jakob Dylan. O debut carrega a ambição de soar orgânico e tocado ao vivo, com canções longas, clima noturno e um romantismo urbano meio gasto. Já a fase seguinte transforma essa identidade em algo muito mais direto, confiante e popular, unindo melancolia, refrões largos e uma elegância heartland que finalmente projeta o grupo para o grande público.

Debut promissor, longo e rootsy, que apresentou a escrita melancólica de Jakob Dylan antes do salto comercial.

O grande salto da banda: roots rock lapidado, hits imensos e o disco que transformou Jakob Dylan em nome de primeira linha.
Depois do auge comercial, a banda entra numa fase mais adulta e instável, em que a escrita fica mais pessoal e densa. O som preserva a espinha dorsal americana, mas ganha um tom mais introspectivo, por vezes cansado, como se observasse a estrada depois da euforia. Também é um período marcado por mudanças de formação e por um certo desgaste estrutural: a continuidade existe, mas já com menos sensação de banda fixa e mais de núcleo criativo orbitando Jakob Dylan. Essa tensão aparece tanto na vulnerabilidade das canções quanto no ar de despedida que cerca o fim da passagem pela Interscope antes da pausa.

Pós-sucesso mais denso e musculoso, trocando a grandiosidade do antecessor por tensão e intimidade.

Disco mais ríspido e direto, marcado pela saída de Michael Ward e por Jakob Dylan assumindo o volante das guitarras.

Retorno ao equilíbrio melódico após a aspereza de 2002, com produção sólida e canções maduras.
Após um longo hiato, The Wallflowers retorna com a identidade já totalmente filtrada pela visão autoral de Jakob Dylan. A formação volta a mudar, mas o projeto reaparece com mais clareza sobre o que quer ser: menos “banda de era dourada do rádio”, mais veículo para canções maduras, sóbrias e resistentes. Nessa etapa, o grupo abraça um classicismo elegante, com reflexão sobre tempo, desgaste e esperança, culminando num disco moldado por um mundo em crise e pela noção de permanência em meio à ruína.

Volta energética e menos nostálgica, com produção viva e espírito de reinício após o hiato.

Álbum maduro e coeso, transformando os Wallflowers em veículo mais autoral para Jakob Dylan.
Registros oficiais de performances ao vivo da banda.

Arquivo ao vivo cru e elétrico dos Wallflowers em alta forma: sete faixas, Jewel de convidada e clima de estrada em chamas.
Outras bandas envolvendo os integrantes do The Wallflowers.
Jakob Dylan
Em 2008, o vocalista iniciou carreira solo em discos oficiais, com um som mais folk, acústico e intimista que o da banda.
Foo Fighters
Em 2005, o tecladista passou a colaborar oficialmente com a banda, levando seu toque de órgão para um rock mais pesado e direto.
School of Fish
Antes do Wallflowers, o guitarrista integrou a banda em álbuns oficiais, com um som mais alternativo, nervoso e guitarrístico.
Red Hot Chili Peppers
Antes do Wallflowers, o baterista foi membro fundador e apareceu em lançamentos oficiais de um som mais funk rock e explosivo.
Pearl Jam
Depois, Jack Irons integrou a banda em álbuns oficiais, levando sua bateria para um rock mais denso e emocional.