Wolfbastard - Satanic Scum Punks

Satanic Scum Punks

4º álbum de estúdio​

Era

-

7.7

Nota média
de sites de crítica

Punk imundo com cheiro de enxofre

Satanic Scum Punks não entra na sala, ele arromba a porta, derruba a mesa e ainda cospe no cinzeiro por esporte. Wolfbastard pega black metal, crust e d-beat, joga tudo numa garrafa de álcool barato e acende o pavio sem o menor interesse em parecer sofisticado.

O disco soa como Venom, Motörhead, Discharge e Darkthrone brigando num beco molhado de Manchester, com riffs curtos, vocais que parecem sair de um gargalo quebrado e uma bateria que trabalha na base do atropelamento.

As críticas foram majoritariamente positivas justamente por isso: o álbum não tenta reinventar nada, mas entrega meia hora de violência punk-metal com gancho, sujeira e senso de diversão. É bruto, direto e tão cafajeste quanto o título promete.

Destaques

2 – Satanic Scum Punks
1 – It’s Fucking Dark
3 – Let The Bastards Burn

Menos ouvidas

9 – Maniac Street Creatures
10 – You Fucking Rat

Fatos interessantes

• É o quarto álbum de estúdio do Wolfbastard e chega quatro anos depois de Hammer the Bastards.

• O disco saiu pela Apocalyptic Witchcraft Recordings, marcando a nova parceria da banda com o selo.

• A edição física teve formatos bem específicos: vinil splatter limitado a 200 cópias, CD digipak limitado a 500 e cassete limitado a 50.

• A banda é de Manchester e mantém desde 2012 a mistura de black metal com crust punk como marca registrada.

• Reviews recentes destacaram que o álbum “faz exatamente o que o título promete”: 11 faixas curtas, agressivas e sem enfeite.

• Vários textos compararam o som a nomes como Venom, Discharge, Motörhead, Darkthrone, Midnight e Hellripper.

• “Hail Satan Kurwa”, “Satanic Scum Punks”, “Let The Bastards Burn” e “F.O.T.D.” ganharam destaque prévio em plataformas digitais e divulgação do lançamento.

• A tracklist inteira fecha em menos de meia hora, reforçando a proposta de ataque relâmpago e sem filler.

• A crítica do Metal Storm foi a mais fria entre as principais localizadas, enquanto GBHBL e Gore Crazy foram mais calorosos com o álbum.

• O discurso promocional do álbum abraça um niilismo de fim dos tempos, combinando perfeitamente com o tom de rua, álcool e violência sonora do repertório.

Produção

Chris Fielding

Mudança de line

A troca mais relevante aconteceu antes, quando Joe Dolan deixou os vocais e Dez assumiu de vez essa função, algo que já estava consolidado no disco anterior.

Formação

Dez Carley – guitarra, vocais
Simon “Si” Fox – baixo, vocais
Dave Buchan – bateria

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