The Black Crowes - A Pound of Feathers

A Pound of Feathers

10º álbum de estúdio​

Era

8.5

Nota média
de sites de crítica

Rock sujo, afiado e sem freio

A Pound of Feathers soa como um carro antigo turbinado com gasolina de posto suspeito: fede a rock clássico, range nas curvas e ainda assim chega bonito ao destino. Os Black Crowes não tentam reinventar a roda aqui; preferem girá-la com mais lama, mais suor e um sorriso torto de quem sabe exatamente o tipo de confusão que está causando.

As críticas em geral compraram essa volta sem grandes ressalvas: o disco foi visto como mais pesado, menos imediato que Happiness Bastards, mas também mais profundo e vivido. Tem riff stoniano, fumaça de bar sulista, um quê de Zeppelin de jaqueta de couro e letras que equilibram safadeza, ressaca moral e desencanto.

Quando funciona, funciona como uma banda veterana que não está apenas homenageando o passado, mas esfregando o passado na cara do presente.

Destaques

1 – Profane Prophecy
3 – Pharmacy Chronicles
7 – It’s Like That

Menos ouvidas

6 – Queen of the B-Sides
10 – Eros Blues

Fatos interessantes

• O álbum foi anunciado em 9 de janeiro de 2026 e chegou oficialmente em 13 de março pelo selo Silver Arrow Records.

• Chris Robinson afirmou que o disco foi feito em cerca de oito a dez dias, mantendo o embalo criativo de Happiness Bastards.

• A banda gravou novamente em Nashville com Jay Joyce, repetindo a parceria do álbum anterior.

• Rich Robinson descreveu o trabalho como mais espontâneo, mais jagged e mais próximo da essência do grupo.

• “Profane Prophecy” e “Pharmacy Chronicles” foram as primeiras músicas divulgadas do álbum.

• O clipe de “Profane Prophecy” foi inspirado no universo visual de Russ Meyer e dirigido por Dagger Polyester em Los Angeles.

• “It’s Like That” ganhou destaque em matérias sobre o disco por sua pegada mais excêntrica, com direito a sons de sapo gravados em Nashville.

• A recepção crítica inicial foi muito forte: no lançamento, o álbum apareceu com 89 no Metacritic, baseado em seis resenhas.

• Entre os elogios mais recorrentes, apareceram o peso maior das guitarras, a química renovada entre os irmãos Robinson e a sensação de “ressurreição” da banda.

• Mesmo os textos mais moderados destacaram o tom mais sombrio do fim do álbum, especialmente nas faixas finais.

Produção

Jay Joyce

Mudança de line

Saída de Brian Griffin eentrada de Cully Symington na bateria.

Ao mesmo tempo, A Pound of Feathers foi descrito por Rich Robinson como um disco mais enxuto, quase de “power trio”, com ele assumindo também partes de baixo; por isso, embora Sven Pipien, Nico Bereciartua e Erik Deutsch sigam associados à fase atual do grupo, o núcleo criativo do álbum parece mais concentrado do que no disco anterior.

Formação

Chris Robinson – voz, harmônica
Rich Robinson – guitarra, baixo, vocais de apoio
Cully Symington – bateria

Músicos adicionais
Erik Deutsch – teclados
Nico Bereciartua – guitarra
Sven Pipien – baixo

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