Harry troca o conforto ensolarado de Harry’s House por um pop de pista que prefere flertar em vez de agarrar. É um disco que saiu de Londres, passou por Berlim, encostou em LCD Soundsystem e voltou com glitter nos ombros e uma crise existencial bem penteada.
O problema — e também o charme — é que ele quase nunca explode: dança com sapato caro, sem querer riscar o chão. Quando funciona, soa elegante, sedutor e ligeiramente estranho, como pop de arena sonhando em virar cult de madrugada. Quando falha, parece educado demais para o próprio conceito disco.
Ainda assim, a produção de Kid Harpoon e Tyler Johnson é cheia de detalhe, e Harry mostra que prefere correr riscos discretos a repetir a fórmula dourada do álbum anterior.
• É o quarto álbum de estúdio de Harry Styles e o primeiro em quatro anos, sucedendo Harry’s House.
• O disco foi lançado por Erskine e Columbia em 6 de março de 2026.
• A gravação passou por Abbey Road e RAK, em Londres, e Hansa, em Berlim.
• A era começou com cartazes misteriosos dizendo “We Belong Together” espalhados por várias cidades.
• Harry descreveu o álbum como bastante inspirado por LCD Soundsystem e pelo senso de alegria dos shows da banda.
• O título veio de um “mantra de vida” do próprio Harry.
• “Aperture” foi o single de abertura da campanha e saiu em 22 de janeiro de 2026.
• Ellie Rowsell, do Wolf Alice, participa com vocais de apoio em faixas do álbum.
• “Coming Up Roses” ganhou um arranjo orquestral com participação de Jules Buckley.
• No dia do lançamento, Harry estreou o clipe de “American Girls” e fez um show especial no Co-op Live, em Manchester.
Harry Styles – voz
Músicos adicionais
House Gospel Choir – vocais de coro
Ellie Rowsell – vocais de apoio
Yaffra – piano, sintetizador, órgão, vocais de apoio
Tom Skinner – bateria, vocais de apoio
Kid Harpoon – arranjos, vocais de apoio
Jules Buckley – arranjos, celesta
Sam Wilson – marimba, vibrafone
Alessandro Ruisi, Braimah Kanneh-Mason, Charlie Brown, Debbie Widdup, Eloisa-Fleur Thom, Ian Humphries, Jackie Shave, Jenny Sacha, Jeremy Isaac, John Mills, Louisa Fuller, Marianne Haynes, Martyn Jackson, Natalia Bonner, Nicky Sweeney, Richard George, Sarah Daramy-Williams e Thomas Gould – violino
Bruce White, Emma Owens, John Metcalfe, Kate Musker, Nicholas Bootiman e Triona Milne – viola
Chris Worsey, Ian Burdge, Jonny Byers e Katherine Jenkinson – cello
Laurence Ungless, Roger Linley, Toby Hughes e Chris Hill – contrabaixo
Barnaby Robson – clarinete
Ruth Contractor – corne inglês
Eliza Marshall – flauta
Owen Slade – tuba
Liam Hebb, Luis Viner e Stella Blackmon – vocais de apoio
Mark Crown – trompete