Paul Gilbert - Wroc

Wroc

19º álbum de estúdio​

Era

-

7.8

Nota média
de sites de crítica

Virtuosismo em modo rebelde

Em Wroc, Paul Gilbert parece jogar o manual do guitarrista virtuoso pela janela — e depois usar esse mesmo manual como combustível para riffs imprevisíveis. O álbum mistura peso, humor e um senso quase acadêmico de experimentação, mas sem soar cerebral demais.

Wroc (também divulgado como Washington’s Rules of Civility) gira em torno das “Rules of Civility”, o conjunto de 110 regras de etiqueta copiadas por George Washington na juventude. Cada faixa faz referência direta a uma dessas regras — inclusive os títulos são praticamente citações literais.

Inspirado de forma inusitada por ideias históricas e conceitos pouco convencionais, o disco é uma curva fora da pista tradicional do hard rock instrumental. Há momentos em que a guitarra soa como se estivesse debatendo política em alta velocidade, e outros em que Gilbert desacelera para deixar o groove respirar. O resultado é energético, excêntrico e tecnicamente afiado — um trabalho que desafia expectativas sem perder o senso de diversão que sempre marcou sua carreira.

Destaques

4 – Go Not Thither
6 – If You Soak Bread in the Sauce
2 – Show Not Yourself Glad (At the Misfortune of Another)

Menos ouvidas

13 – George Washington Rules
12 – Spark of Celestial Fire

Fatos interessantes

• O álbum foi descrito por críticos como um “curveball conceitual”, fugindo do padrão tradicional do hard rock instrumental.

• Paul Gilbert assumiu a produção, mantendo controle total da direção artística.

• O conceito do disco tem inspiração histórica pouco comum para o gênero.

• A crítica destacou o equilíbrio entre técnica absurda e senso de humor musical.

• Diferente de álbuns totalmente shred, aqui há mais foco em groove e construção temática.

• O título “Wroc” gerou especulações sobre significados ocultos e referências culturais.

• O álbum mantém a fase instrumental que Gilbert vem explorando com mais intensidade nos últimos anos.

• Sites especializados elogiaram a coragem criativa, mesmo considerando o projeto excêntrico.

• Depois de 10 anos, desde o I Can Destroy de 2016, Paul Gilbet volta a cantar. Seus últimos álbuns foram todos instrumentais – incluindo o tributo ao Dio.

Produção

Paul Gilbert

Mudança de line

Paul mantém músicos recorrentes da sua fase recente solo, reforçando a estabilidade criativa e a sintonia já consolidada em estúdio.

Formação

Paul Gilbert – guitarra, baixo, vocal
Bill Ray – baixo
Asher Fulero – teclado
Brian Foxworth – bateria

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