Converge - Love Is Not Enough

Love Is Not Enough

11º álbum de estúdio​

Era

Expansão Atmosférica e Colaboração (2017–2026)

8.2

Nota média
de sites de crítica

A fúria ainda pulsa

Love Is Not Enough é um retorno visceral que prova que Converge ainda é uma das forças mais brutais e importantes do metalcore moderno. O álbum, curto e direto, se divide entre explosões políticas e fúria introspectiva, costurando caos feroz com momentos de tensão emocional. As guitarras afiadas de Ballou e a voz crua de Bannon empurram o disco para frente com uma intensidade quase punk, enquanto passagens mais lentas e carneiras — como o instrumental Beyond Repair — adicionam profundidade atmosférica.

Sem soar como nostalgia vazia, o álbum reafirma a identidade da banda: brutalidade com propósito, agressão com significado. Mesmo que não supere a icônica ferocidade de Jane Doe, Love Is Not Enough é cristalino em sua visão e energia, mostrando veteranos que ainda conseguem surpreender e impactar.

Destaques

1 – Love Is Not Enough
10 – We Were Never The Same
2 – Bad Faith

Menos ouvidas

9 – Make Me Forget You
8 – Gilded Cage

Fatos interessantes

• O título do álbum nasceu de uma frase recorrente nas anotações pessoais de Jacob Bannon durante a pandemia, refletindo frustração social e esgotamento emocional.

• Kurt Ballou gravou boa parte das guitarras utilizando equipamentos analógicos dos anos 90 para resgatar a aspereza crua dos primeiros discos da banda.

• A faixa-título foi composta em menos de dois dias, após uma sessão de improviso que, segundo a banda, capturou “a tensão do momento político atual”.

• Ben Koller registrou várias tomadas de bateria ao vivo, tocando as músicas do início ao fim sem cortes, para preservar a energia caótica típica do Converge.

• “Beyond Repair” surgiu como trilha incidental para um projeto audiovisual de Bannon e acabou se transformando em peça central atmosférica do álbum.

• Algumas letras foram escritas a partir de colagens de textos e recortes poéticos, técnica que Bannon já havia usado em Jane Doe, mas que aqui ganha tom mais direto e político.

• O álbum foi mixado com menos compressão do que o trabalho anterior, deixando a dinâmica mais agressiva e menos “polida”.

• Críticos destacaram que o disco soa como uma síntese da carreira da banda: a violência juvenil dos anos 2000 com a maturidade técnica adquirida ao longo das décadas.

• “We Were Never The Same” tornou-se rapidamente uma das músicas mais comentadas ao vivo, com plateias reagindo de forma explosiva nas primeiras apresentações pós-lançamento.

Produção

Kurt Ballou

Mudança de line

Sem mudanças significativas

Formação

Jacob Bannon – voz
Kurt Ballou – guitarra, vocais
Nate Newton – baixo, vocais
Ben Koller – bateria

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