Duke Ellington - Copenhagen 1964

Copenhagen 1964

-º álbum de estúdio​

Fase

Suítes e Ambição Sinfônica (1957–1967)

8.4

Nota média
de sites de crítica

A big band em estado de graça

“Copenhagen 1964” é importante porque registra a orquestra de Ellington num momento de equilíbrio quase perfeito entre tradição e reinvenção. Nos anos 60, enquanto o jazz se fragmentava entre hard bop, free e experimentações elétricas, Ellington provava que uma big band ainda podia soar atual, sofisticada e ferozmente viva.

O concerto não é apenas mais uma parada europeia: é o retrato de uma instituição musical funcionando com precisão cirúrgica. Hodges sopra como seda líquida, Gonsalves incendeia os solos com fôlego dramático e os metais alternam explosões e sutilezas com uma elegância aristocrática. Ellington, ao piano, conduz tudo com ironia e autoridade — menos exibicionista, mais estrategista. O resultado é único porque captura uma das últimas grandes formações clássicas da orquestra em plena maturidade, antes das mudanças inevitáveis do fim da década. É história viva, mas pulsando como se fosse futuro.

Local

Tivoli Concert Hall, Copenhague, Dinamarca (1964)

Turnê

Turnê europeia de 1964 da Duke Ellington Orchestra

Destaques

1 – Take the “A” Train
10 – Things Ain’t What They Used to Be
3 – Harlem

Menos ouvidas

6 – Agra
8 – Depk

Fatos interessantes

• A turnê europeia dos anos 60 reforçou a enorme popularidade de Ellington fora dos EUA.

• Johnny Hodges, um dos pilares do som da banda, brilha com solos de alto sax de timbre inconfundível.

• Paul Gonsalves já era célebre por seu solo maratona em Newport 1956, e mantém aqui a mesma energia incendiária.

• A orquestra de Ellington era conhecida por escrever arranjos sob medida para cada músico, valorizando personalidades individuais.

• Mesmo após décadas de carreira, Ellington continuava renovando o repertório com suítes mais ambiciosas.

• Concertos na Escandinávia eram frequentemente registrados por rádios locais, preservando apresentações históricas.

• A formação da época é considerada uma das últimas “eras clássicas” da orquestra antes das mudanças no fim da década.

Formação

Duke Ellington – piano
Cootie Williams – trompete
Cat Anderson – trompete
Ray Nance – trompete, violino
Lawrence Brown – trombone
Buster Cooper – trombone
Russell Procope – clarinete, saxofone alto
Johnny Hodges – saxofone alto
Paul Gonsalves – saxofone tenor
Harry Carney – saxofone barítono, clarinete baixo
Jimmy Hamilton – clarinete, saxofone tenor
Aaron Bell – contrabaixo
Sam Woodyard – bateria

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